A provedora catarinense de telecomunicações Unifique anunciou a aquisição de uma participação majoritária no consórcio Amazônia 5G, assumindo oficialmente o controle e a administração operacional do grupo. O negócio, avaliado no montante de R$ 15 milhões, foi formalmente selado na quinta-feira (2 de abril) e divulgado ao mercado na manhã desta segunda-feira (6 de abril). De acordo com informações do portal especializado Teletime, a operação representa um marco estratégico na expansão da companhia no setor de telefonia móvel brasileiro.
A transação envolve a compra de exatos 56,4% do consórcio de provedores. O grupo adquirido é detentor das licenças, oriundas do leilão do 5G realizado pela Anatel em 2021, para operar a frequência de 3,5 GHz, considerada a faixa fundamental para a tecnologia de conectividade móvel de última geração no país. Originalmente, estas outorgas regionais pertenciam às empresas paranaenses Sercomtel e Ligga (antiga Copel Telecom). Com a concretização da compra, a nova controladora passa a ter o direito de explorar os serviços no estado de São Paulo e em toda a região Norte do território nacional.
Quais são as condições financeiras e a posição da agência reguladora?
A estruturação financeira do acordo estipula que o pagamento dos R$ 15 milhões não será efetuado em parcela única. A compradora definiu um cronograma escalonado para honrar os compromissos do contrato recém-assinado. A liquidação do valor seguirá as seguintes condições específicas estabelecidas pelas partes:
- O montante total será dividido e pago em cinco parcelas mensais.
- Cada uma das prestações foi fixada no valor exato de R$ 3 milhões.
- O primeiro pagamento deve ser quitado no prazo de até cinco dias após a data de fechamento da operação.
- A quinta e última parcela será liberada somente após o cumprimento de trâmites legais e burocráticos.
Este último pagamento está estritamente condicionado à obtenção das aprovações regulatórias definitivas perante a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No entanto, o cenário se mostra favorável, uma vez que a autarquia federal já emitiu um sinal verde preliminar, autorizando a transferência das outorgas de espectro de 3,5 GHz para a administração atual do consórcio.
Como a aquisição impacta o planejamento de expansão da empresa?
A tomada do controle acionário tem o objetivo claro de acelerar o desenvolvimento do serviço móvel oferecido pela operadora. O alvo geográfico primário desta movimentação é o estado de São Paulo, o maior polo econômico do país, onde a companhia pretende iniciar uma atuação mais robusta e captar uma nova fatia de consumidores. A obtenção da licença de radiofrequência paulista permite pular etapas iniciais de desenvolvimento de rede.
Este movimento corporativo dá continuidade a um processo de expansão territorial contínuo. Atualmente, a empresa já possui licenças ativas para atuar com a tecnologia móvel nos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Além disso, em janeiro de 2026, a companhia formalizou a compra das frequências da Ligga, integrante do mesmo conglomerado da Sercomtel, com o objetivo específico de operar ativamente no estado do Paraná.
Quais foram as justificativas apresentadas aos investidores do mercado?
A diretoria da empresa publicou um fato relevante detalhando as motivações estratégicas que embasaram o investimento milionário. O documento ressalta que a assunção da operação fornece os insumos técnicos necessários para que a companhia cresça de forma ágil dentro de um segmento de alta competitividade, garantindo ativos que sustentam as operações a longo prazo.
O comunicado oficial descreveu os benefícios diretos esperados após a integração das operações.
“A aquisição representa uma alavanca estratégica fundamental para acelerar o crescimento da Companhia e capturar valor em um mercado dinâmico. A operação garante ativos relevantes, como o uso da radiofrequência do 5G e permite uma expansão ágil no segmento móvel.”
A capacidade de ganhar escala rapidamente no mercado paulista foi apontada como o principal trunfo comercial do negócio selado no início de abril.
“Destaca-se que a Amazônia 5G detém a frequência do estado de São Paulo, e essa licença permite atingir a escala necessária em tempo reduzido, consolidando uma vertical de negócio essencial. Como resultado, criam-se as condições ideais para o desenvolvimento de uma nova base de clientes, o fortalecimento da marca e a captura de oportunidades sustentáveis a médio e longo prazo.”


