UFC BJJ 7 consagra Rebeca Lima e Lucas Valente com cinturões mundiais

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Os lutadores brasileiros Rebeca Lima e Lucas Valente conquistaram títulos mundiais durante a sétima edição do UFC BJJ, realizada na última quinta-feira, dois de abril de 2026, na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos. Os atletas superaram seus respectivos adversários no tatame norte-americano e garantiram os cinturões nas categorias peso-pena feminino e peso-leve masculino do evento especializado em jiu-jítsu profissional.

De acordo com informações do GE, a jornada vitoriosa do esquadrão nacional consolidou a excelência técnica do país na modalidade. A competição internacional também contou com disputas acirradas envolvendo veteranos do esporte e novas promessas internacionais, culminando em uma noite de alto nível tático para os espectadores e fãs de artes marciais.

Como Rebeca Lima conquistou o cinturão peso-pena?

A atleta carioca entrou no card de disputas de última hora para desafiar a então campeã francesa Aurélie Le Vern. Com uma estratégia técnica considerada impecável, a hexacampeã mundial impôs seu ritmo desde os primeiros minutos do confronto, garantindo a vitória por decisão unânime do painel de juízes profissionais.

Logo no início do embate, a brasileira chamou o combate para a guarda, buscando encaixar uma chave de braço. A adversária europeia tentou se desvencilhar e passar a guarda, momento exato em que a desafiante realizou uma transição veloz para pegar as costas, ensaiando um estrangulamento do tipo mata-leão. A superioridade da sul-americana persistiu durante o segundo assalto, registrando boas investidas na região do ombro da adversária.

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No terceiro e derradeiro round, a lutadora francesa encontrou uma oportunidade em uma chave de calcanhar, ameaçando uma reviravolta no duelo. Contudo, a nova detentora do cinturão demonstrou forte resiliência defensiva e frustrou a investida, assumindo o controle até o encerramento do combate. Após a oficialização do resultado, a campeã fez um balanço sobre os obstáculos da temporada anterior.

“Eu só quero agradecer a Deus por me permitir estar aqui. O ano passado foi muito difícil, tive que passar por cirurgia no joelho, passei por muitas situações difíceis”

Qual foi o caminho de Lucas Valente rumo ao título dos leves?

O título da divisão peso-leve masculino já pertencia a um representante do Brasil, mas trocou de titularidade após um duelo doméstico. O competidor mineiro finalizou o lutador manauara Carlos Henrique no terceiro round, marcando seu terceiro triunfo sobre o oponente nos últimos quatro anos de rivalidade no tatame.

A dinâmica inicial da luta foi marcada por intensas disputas de pegada, sem que nenhum dos combatentes estabelecesse posições claras de finalização no primeiro assalto. O equilíbrio permaneceu na segunda etapa, embora o desafiante tenha apresentado maior eficiência técnica com tentativas de chaves de pé. A resolução ocorreu no último período, quando Carlos Henrique quase obteve sucesso em um triângulo, mas acabou surpreendido por um contragolpe que resultou em uma chave de calcanhar.

“Eu não sabia se eu tinha vencido o primeiro ou o segundo round, mas eu sabia que eu ia finalizar. Qualquer faixa-preta que quiser lutar, estou pronto aqui”

O que aconteceu na disputa principal com Vagner Rocha?

O evento principal da noite em solo estadunidense opôs a experiência do veterano brasileiro de 43 anos, Vagner Rocha, à juventude do norte-americano Andrew Tackett, de 22 anos. Até o momento do confronto, o jovem talento acumulava um histórico de finalizações consecutivas contra todos os seus rivais na organização. Apesar da resistência imposta, o título peso-meio-médio permaneceu com o anfitrião por decisão unânime.

O veterano nacional exigiu bastante do detentor do título, defendendo com destreza uma guilhotina profunda no primeiro round e raspando o oponente. As alternâncias de submissões nos pés dominaram as ações subsequentes. No segundo período, o vigor físico do atleta mais novo começou a ditar o ritmo das transições, forçando o brasileiro a adotar uma postura estritamente defensiva.

A contenda se encerrou após um terceiro assalto exaustivo, no qual o estadunidense aplicou uma queda rápida e dominou as costas do veterano por quase toda a duração do cronômetro. Mesmo sob intensa pressão de estrangulamentos, o lutador de 43 anos escapou da posição desfavorável restando apenas 40 segundos e ainda ameaçou os membros inferiores do adversário.

Quais foram os resultados dos demais brasileiros no card?

Fora do circuito das lutas por cinturão, o esquadrão nacional obteve resultados variados. O destaque positivo ficou por conta de Renato Canuto, que derrotou o atleta chileno Yonathan Cardenas mediante decisão unânime dos juízes na categoria meio-médio. O vencedor aplicou pressão constante com triângulos de mão e katagatames durante os dois primeiros assaltos, mas esbarrou nas defesas do adversário sul-americano.

Em contrapartida, Patrick Gaudio não teve sucesso em sua apresentação. Escalado para substituir Nicholas Meregali de última hora, o competidor da categoria peso-pesado mediu forças contra o britânico Declan Moody. O embate foi breve, culminando em uma derrota do representante do Brasil ainda no primeiro round por estrangulamento nas costas.

O card da organização oficializou os seguintes desfechos na etapa de Las Vegas:

  • Andrew Tackett superou Vagner Rocha por decisão unânime.
  • Lucas Valente finalizou Carlos Henrique com chave de calcanhar no round três.
  • Rebeca Lima venceu Aurélie Le Vern por decisão unânime após domínio tático.
  • Renato Canuto bateu Yonathan Cardenas nas papeletas arbitrais.
  • Adele Fornarino submeteu Alex Enriquez via chave de joelho no primeiro assalto.
  • Declan Moody aplicou um mata-leão para superar Patrick Gaudio no período inicial.
  • Raphael Ferreira finalizou Kenzo Biyong com estrangulamento rápido.
  • Rana Willink derrotou Carol Joia com chave de perna na etapa final.

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