Patrício Pitbull vai enfrentar Aaron Pico no dia 11 de abril, no UFC 327, em Miami, em um duelo inédito entre os dois lutadores. Ex-campeão do Bellator MMA, o brasileiro afirmou que a luta não ocorreu antes por mudanças nos bastidores da organização e disse que uma vitória convincente pode deixá-lo mais perto de uma futura disputa de cinturão. De acordo com informações do GE, o combate foi marcado após um período de inatividade do atleta potiguar.
Sem lutar desde junho de 2025, Patrício Pitbull relatou incômodo com o tempo parado e mencionou a frustração com promessas não cumpridas após a aquisição do Bellator pela PFL. Segundo ele, a luta com Pico chegou a ser cogitada anteriormente, mas não se concretizou em razão de cancelamentos e mudanças de planejamento.
Por que Patrício Pitbull e Aaron Pico não se enfrentaram antes?
Ao explicar por que o confronto demorou a acontecer, Pitbull atribuiu o adiamento a uma combinação de resultados esportivos e decisões das organizações envolvidas. O brasileiro afirmou que Pico esteve perto de disputar o cinturão em outros momentos, mas sofreu derrotas, e disse que o cenário mudou quando o Bellator cancelou um evento e, depois, deixou de existir como organização independente. O Bellator foi uma das principais organizações de MMA dos Estados Unidos antes de ser incorporado à PFL.
“Ele bateu na trave algumas vezes. Quando estava chegando perto do cinturão, era nocauteado. E quando finalmente a luta iria acontecer, o Bellator cancelou o evento e logo depois a organização deixou de existir. A PFL (que adquiriu o Bellator) falou em fazer a luta no ano seguinte, mas eu já estava de saco cheio deles quebrarem tantas promessas e ainda me deixarem na mão um mês antes do evento, então pedi para sair”.
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A declaração expõe o desgaste do atleta com os bastidores da antiga organização. No relato, Pitbull associa sua saída à insatisfação com o planejamento e à falta de definição sobre o próprio calendário competitivo.
Qual é o peso da luta no momento atual dos dois atletas?
Pitbull reconheceu que o combate chega cercado de pressão. Segundo ele, tanto sua situação quanto a de Pico trazem cobrança adicional, inclusive pelo histórico recente de ambos e pelos contratos elevados que carregam após a passagem pelo Bellator.
“Temos contratos altos e viemos do Bellator. Nenhum de nós está livre disso. Então existe pressão dos dois lados, ainda mais do dele que vem de derrota nocauteado no primeiro round. Mas não acho que se trate de eliminação”.
Ao comentar o contexto da luta, o brasileiro evitou classificar o duelo como decisivo em termos absolutos, mas sinalizou que o resultado pode influenciar diretamente os próximos passos na carreira dentro do UFC.
O que uma vitória pode representar para Patrício Pitbull?
Na avaliação do lutador potiguar, vencer Aaron Pico de forma convincente pode aproximá-lo de uma disputa de cinturão, ainda que não de maneira imediata. A expectativa, segundo ele, é usar o combate como vitrine para se apresentar ao público do UFC e fortalecer sua posição na categoria.
“A minha expectativa é de mostrar ao público do UFC quem é Patrício Pitbull. Não creio que uma disputa de cinturão se dê logo em seguida, mas acredito que, vencendo Pico, especialmente por nocaute, eu ficarei a apenas uma luta de distância da disputa de cinturão”.
Os principais pontos mencionados por Patrício Pitbull sobre o confronto foram:
- luta marcada para o dia 11 de abril, no UFC 327, em Miami;
- primeiro encontro entre Patrício Pitbull e Aaron Pico;
- frustração do brasileiro com promessas não cumpridas nos bastidores do Bellator e da PFL;
- reconhecimento de pressão sobre os dois atletas;
- expectativa de ficar mais perto de uma disputa de cinturão em caso de vitória.
Com isso, o UFC 327 passa a ter para Patrício Pitbull um peso que vai além da simples volta ao octógono. O combate representa a chance de interromper a inatividade, responder às incertezas vividas após a saída do Bellator e tentar transformar uma vitória sobre Aaron Pico em um passo relevante na corrida pelo cinturão.