O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou nesta terça-feira, 24 de março de 2026, em Brasília, o julgamento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, com foco na possível cassação de seus direitos políticos. A Corte, responsável por julgar questões eleitorais no país, analisa denúncias de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Castro havia deixado o cargo no dia anterior.
De acordo com o Poder360, a situação de Castro ganhou complexidade após a exoneração de 11 aliados políticos de funções no governo do estado.
Quais são as acusações contra Cláudio Castro?
A principal acusação contra Castro envolve o uso indevido de recursos públicos para beneficiar sua candidatura em 2022. A denúncia relata o uso de órgãos estaduais, como a Fundação Ceperj, para alavancar sua campanha. O Ministério Público Eleitoral alega que essa prática constituiu abuso de poder, o que pode resultar na cassação de seu mandato e na inelegibilidade até 2030.
O julgamento, iniciado em novembro de 2025, já conta com dois votos pela cassação de Castro, proferidos pela relatora Isabel Gallotti e pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, conforme reportado pela Brasil 247. A análise foi interrompida por pedido de vista do ministro Nunes Marques em 10 de março de 2026.
Qual é o impacto da renúncia de Cláudio Castro?
A renúncia de Cláudio Castro, anunciada em uma coletiva no Palácio Guanabara, sede do governo do estado do Rio de Janeiro, não interrompe o processo judicial em curso. Segundo a Jovem Pan, Castro reafirmou sua saída “de cabeça erguida”, apesar das acusações contra ele.
A decisão de renunciar um dia antes da retomada do julgamento ocorreu às vésperas da nova sessão no TSE. Como o processo eleitoral pode prosseguir mesmo após a saída do cargo, a discussão sobre eventual inelegibilidade permanece em pauta, como noticiado pela CNN Brasil.
O que pode acontecer caso Cláudio Castro seja considerado inelegível?
Se o TSE decidir pela inelegibilidade de Castro, ele ficará impedido de disputar cargos públicos pelos próximos oito anos. O desfecho tem peso político no Rio de Janeiro, um dos principais estados do país, e pode afetar a disputa por cargos eletivos no estado. Além disso, a inelegibilidade impediria Castro de disputar o Senado ainda neste ano, conforme apontado pelas fontes.
A votação final no TSE ainda depende dos votos de cinco ministros, o que mantém o caso em aberto. Até aqui, porém, o julgamento registra dois votos pela cassação.



