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Trump dá pistas ambíguas sobre confisco de petróleo iraniano e mudança de regime

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O presidente Donald Trump deu declarações ambíguas sobre a possibilidade de os Estados Unidos confiscarem petróleo do Irã e promoverem mudança de regime no país, em meio ao conflito militar que já dura um mês no Oriente Médio. As afirmações foram feitas em entrevista ao Financial Times e em outras declarações públicas nos dias que antecederam 30 de março de 2026, gerando incerteza sobre os próximos passos da administração americana.

De acordo com informações do G1 Mundo, Trump cogitou capturar a ilha de Kharg, principal terminal petrolífero do Golfo Pérsico e fonte de financiamento da Guarda Revolucionária. O tema tem relevância também para o Brasil porque uma escalada no Golfo Pérsico pode pressionar o preço internacional do petróleo, com reflexos sobre combustíveis e custos logísticos no país.

O que Trump disse sobre a ilha de Kharg?

“Talvez tomemos a ilha de Kharg, talvez não. Temos muitas opções”, afirmou o presidente, segundo o jornal britânico. Ele acrescentou que a operação seria “extremamente fácil” e que não acredita que os iranianos tenham qualquer defesa para o local.

As declarações ocorrem enquanto 3.500 fuzileiros navais americanos são enviados ao Oriente Médio. O Washington Post informou que o Pentágono se prepara para um possível conflito terrestre, com envio de cerca de 10 mil soldados.

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Há negociações em andamento com o Irã?

Trump afirmou que as negociações para encerrar a guerra estão progredindo e que o Irã concordou com a maioria das exigências americanas, inclusive permitindo a passagem de 20 petroleiros pelo Estreito de Ormuz. A rota é uma das mais estratégicas do comércio global de petróleo, e qualquer interrupção tende a ser acompanhada de perto por mercados e importadores em vários países. No entanto, o regime iraniano negou veementemente a existência de negociações diretas.

“Não há negociações diretas, e as exigências dos EUA são excessivas, irrealistas e irracionais”

A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei.

Trump sugere mudança de regime no Irã?

O presidente americano sugeriu que houve uma mudança de regime ao afirmar que o Irã se tornou “mais razoável”. Segundo ele, o primeiro regime foi “dizimado, destruído” após os assassinatos do líder supremo Ali Khamenei e de outros altos funcionários.

“O primeiro regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O segundo regime está morto. Estamos lidando com pessoas diferentes de tudo que já vimos antes e, francamente, elas estão sendo muito razoáveis”

A declaração foi dada por Trump a repórteres a bordo do Air Force One.

Trump também demonstrou interesse no presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ex-comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária. Considerado linha-dura, ele é visto por Washington como possível interlocutor pragmático.

Outra opção em estudo, segundo o Wall Street Journal, é uma operação militar para extrair quase 450 quilos de urânio do Irã. A missão, considerada complexa e arriscada, poderia manter forças americanas dentro do território iraniano por vários dias.

As mensagens contraditórias de Trump, alternando entre ameaças de ação militar e sinais de avanço nas negociações, mantêm a incerteza sobre o rumo do conflito que já completou 30 dias. Enquanto o presidente americano fala em “presente” do regime iraniano ao permitir a passagem de petroleiros, o governo de Teerã rejeita qualquer acordo direto e classifica as demandas americanas como irracionais.

A ilha de Kharg representa peça central na estratégia econômica do Irã, pois concentra grande parte das exportações de petróleo do país. Seu controle por forças estrangeiras teria impacto significativo no financiamento das atividades da Guarda Revolucionária.

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