Trump critica europeus por Ormuz e cobra que busquem o próprio petróleo - Brasileira.News
Início Internacional Oriente Médio Trump critica europeus por Ormuz e cobra que busquem o próprio petróleo

Trump critica europeus por Ormuz e cobra que busquem o próprio petróleo

0
12

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar países da Europa a participar do patrulhamento no Estreito de Ormuz e afirmou que eles deveriam “ir buscar seu próprio combustível” na região. A declaração foi feita em uma publicação na rede Truth Social na segunda-feira, 30 de março de 2026, em meio à guerra contra o Irã, e ocorre enquanto o bloqueio da rota marítima pressiona o mercado de petróleo e amplia a tensão no Oriente Médio. De acordo com informações do g1 Mundo, Trump também voltou a ameaçar abandonar militarmente aliados europeus.

Na mensagem, o presidente norte-americano disse que os europeus deveriam assumir o controle do estreito sem apoio dos EUA. Segundo o texto publicado por Trump, os países do continente precisariam aprender a lutar sozinhos e buscar o próprio petróleo na passagem marítima, por onde trafegam embarcações que transportam um quinto do petróleo consumido no mundo. O presidente ainda sugeriu que os europeus comprem petróleo dos Estados Unidos, afirmando que o país tem oferta suficiente.

O que Trump disse sobre o papel da Europa no Estreito de Ormuz?

As críticas ocorrem após semanas de cobranças para que governos europeus enviem navios militares à região. Segundo a reportagem, os europeus rejeitaram o pedido, o que isolou Trump e o governo de Israel nesse ponto da estratégia militar. O presidente norte-americano também renovou ameaças de deixar de apoiar militarmente aliados europeus, citando principalmente o Reino Unido, embora o país não tenha entrado na guerra.

“Criem coragem, vão até o Estreito e simplesmente o TOMEM. Vocês terão que aprender a lutar por si mesmos, os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá para nos ajudar. O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já passou. Vão buscar seu próprio petróleo!”

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

A fala reforça o tom de cobrança adotado por Trump diante da recusa europeia em ampliar a presença militar na área. O Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, é uma das rotas marítimas mais sensíveis do mundo para o comércio de energia, e os ataques a embarcações petroleiras elevaram o peso geopolítico da disputa. Para o Brasil, oscilações no preço internacional do petróleo costumam ter reflexos sobre ações da Petrobras e sobre o custo de combustíveis e fretes, ainda que os efeitos internos dependam também da política de preços da estatal e do câmbio.

Como a estratégia dos EUA pode mudar com o estreito fechado?

Na segunda-feira, dia 30 de março, uma reportagem do jornal The Wall Street Journal, baseada em fontes do governo norte-americano, afirmou que Trump disse a assessores estar disposto a encerrar a guerra contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz fechado. De acordo com a publicação, ele e seus conselheiros passaram a avaliar que uma operação para reabrir totalmente a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente.

Segundo esse relato, a prioridade dos EUA passaria a ser concentrada em objetivos mais específicos da campanha militar, em vez de insistir numa reabertura imediata e completa da passagem. A avaliação interna seria a de que uma ação ampliada no estreito poderia elevar os custos políticos e militares da guerra.

  • Enfraquecer a marinha iraniana
  • Reduzir a capacidade de mísseis do Irã
  • Diminuir os ataques depois dessa etapa
  • Pressionar o Irã a reabrir o Estreito de Ormuz

Quais são os impactos do bloqueio do Estreito de Ormuz?

O bloqueio imposto pelo Irã vem pressionando os preços do petróleo e afetando setores econômicos em diferentes partes do mundo. Como a rota concentra parte expressiva do transporte global da commodity, qualquer restrição ao fluxo de navios comerciais repercute de forma imediata no mercado internacional.

A reportagem também aponta que esse cenário pode prejudicar a economia dos Estados Unidos em um ano de eleições para a Câmara e o Senado. Nesse contexto, a Casa Branca avalia o custo político de prolongar a guerra, ao mesmo tempo em que tenta manter pressão sobre Teerã. Caso o Irã continue impedindo o tráfego comercial na região, Trump deve cobrar que aliados na Europa e no Golfo assumam a responsabilidade pela reabertura da rota, segundo o jornal citado pela reportagem.

Para o Brasil, o tema também tem relevância porque o país acompanha, por meio do Itamaraty, crises que afetam o comércio internacional e o mercado global de energia. Mesmo sendo produtor de petróleo, o Brasil não fica isolado das oscilações externas, já que preços internacionais mais altos podem influenciar custos logísticos e a inflação.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here