O Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT-PB) realizou duas rodas de conversa em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. Os eventos, direcionados a magistrados e servidores, buscaram discutir os desafios enfrentados pela população trans e como o tribunal pode atuar de forma mais inclusiva. Fonte original.
Qual foi o objetivo dos encontros?
Os encontros, promovidos pelo Comitê Gestor de Igualdade de Gênero, Raça e Diversidade do TRT-PB, com apoio da Assessoria de Promoção do Trabalho Decente e Direitos Humanos, ocorreram nos dias 27 de janeiro e 6 de fevereiro. O juiz André Machado Cavalcanti destacou que o formato visou superar o modelo expositivo tradicional, criando um espaço de escuta para medir o amadurecimento institucional sobre o tema.
“A nossa ideia é não só trazer conceitos e ensinamentos, mas também ouvir os servidores para entender como compreendem a diversidade sexual”, afirmou o juiz André Machado.
Quais conceitos foram abordados?
Durante os encontros, foram apresentados conceitos sobre identidade de gênero e orientação sexual, além de marcos legais, como a decisão do STF sobre a adequação de nome e gênero no registro civil. Dados do Dossiê Antra 2026, que revelam altos índices de violência contra pessoas trans no Brasil, também foram discutidos.
Qual a importância da liderança no processo?
A desembargadora-presidente do TRT-PB, Herminegilda Leite Machado, enfatizou o papel da liderança na transformação cultural do Judiciário. Ela destacou a importância do conhecimento para evitar a exclusão e reforçou que as instituições são compostas por pessoas, que devem promover uma sociedade inclusiva.
“Não é desonroso desconhecer algo, mas é negligência não buscar o saber”, pontuou a desembargadora.
Esses encontros visam criar um espaço de discussão permanente sobre diversidade e acolhimento no ambiente institucional.

