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Trilha em Garuva: bombeiros resgatam 16 pessoas e um cachorro após cheia

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Um resgate complexo mobilizou as forças de segurança no domingo, 5 de abril de 2026, quando 16 pessoas e um cachorro precisaram ser retirados de uma área isolada na trilha do Monte Crista. A montanha está localizada no município de Garuva, no Norte de Santa Catarina, região de divisa com o Paraná. O grupo ficou ilhado após uma cheia repentina do rio — fenômeno conhecido como “cabeça d’água” —, provocado por fortes chuvas que atingiram a região serrana e bloquearam totalmente o caminho de retorno. De acordo com informações do UOL Notícias, a operação exigiu a montagem de um sistema especializado de transposição sobre as águas para garantir a sobrevivência de todos os envolvidos.

Entre as vítimas que necessitaram do apoio das autoridades de socorro, o perfil era variado. O grupo era composto por 14 trilheiros que haviam iniciado o percurso de forma desafiadora pelo Pico Araçatuba — montanha situada no lado paranaense da serra —, além de outras duas pessoas que participavam de uma corrida rústica nas imediações. O animal de estimação acompanhava os esportistas e também precisou ser incluído no planejamento logístico da equipe de salvamento montada na mata fechada.

Como o Corpo de Bombeiros realizou o resgate na trilha?

O 16º Batalhão de Bombeiros Militar de Santa Catarina foi acionado por volta das 15h45, logo após a constatação de que a travessia pelo rio havia se tornado impossível devido à força e ao volume da correnteza. O coordenador do trajeto relatou que a previsão meteorológica inicial apontava um clima estável para a região; contudo, as condições atmosféricas sofreram uma alteração abrupta. Diante da gravidade da situação, a corporação mobilizou um efetivo tático com o apoio direto e especializado do Grupo de Resgate em Montanha (GRM).

Para executar a retirada segura e sistemática de todas as pessoas, as equipes de resgate estruturaram um complexo sistema de transposição. Essa manobra técnica utilizou um cabo de aço que já havia sido previamente instalado pelo departamento de infraestrutura da prefeitura municipal de Garuva. Através da implementação de torres de iluminação para superar a escuridão na mata e o uso intensivo de equipamentos de segurança em altura, os socorristas montaram um esquema prático de “vai e vem”.

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A operação de salvamento seguiu protocolos rigorosos de segurança e apresentou a seguinte dinâmica logística:

  • O método empregado permitiu que as vítimas fossem transportadas individualmente, uma a uma, sobre o rio.
  • As bagagens e mochilas com os pertences pessoais foram amarradas e transportadas junto com seus respectivos proprietários.
  • O cachorro foi resgatado de maneira segura, devidamente fixado em uma cadeirinha própria e adaptada para este tipo específico de operação de salvamento.

Qual o estado de saúde das vítimas resgatadas em Garuva?

Apesar da tensão e do risco inerente à situação de isolamento na natureza durante chuvas intensas, a ocorrência foi finalizada pelas autoridades de forma positiva, sem o registro de nenhuma vítima em estado de saúde considerado grave. Segundo os dados oficiais divulgados pela corporação responsável pelo atendimento, não houve nenhum caso diagnosticado de hipotermia ou desidratação severa entre os integrantes do grupo que ficou ilhado.

O balanço médico indicou que apenas uma pessoa sofreu uma entorse no punho durante o evento adverso na floresta. O ferimento leve foi prontamente imobilizado e tratado pelos socorristas habilitados ainda no local do incidente. Após a avaliação primária, todos os 16 indivíduos resgatados assinaram um termo de recusa de encaminhamento à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Garuva, optando por retornar diretamente aos seus domicílios.

Com a conclusão total das travessias sobre o rio caudaloso, os bombeiros militares e as equipes de apoio civil procederam com o desmonte ágil de toda a estrutura de resgate estabelecida nas margens. Os profissionais retornaram à base operacional da corporação no município catarinense durante a noite, determinando assim o encerramento formal da operação especial, que foi considerada um sucesso e não apresentou intercorrências adicionais ao longo de sua execução.

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