Transocean estende contratos de sondas com a Petrobras e adiciona US$ 1 bi à carteira

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A empresa de perfuração offshore Transocean anunciou, no início de abril de 2026, a expansão significativa de sua carteira de projetos globais, impulsionada por novas extensões de contratos de afretamento. De acordo com informações do Petronotícias, a companhia adicionou aproximadamente US$ 1 bilhão ao seu balanço financeiro, com destaque absoluto para os novos acordos de longo prazo firmados com a Petrobras para a operação contínua de navios-sonda no território brasileiro.

As negociações entre as companhias garantem a continuidade operacional de unidades de perfuração estratégicas por múltiplos anos. O montante bilionário adicionado ao relatório de receitas futuras da prestadora de serviços reflete a forte demanda por infraestrutura marítima no setor de exploração de petróleo e gás em águas profundas.

Quais são os prazos e valores dos navios-sonda no Brasil?

No mercado nacional, a renovação dos vínculos contratuais envolve diretamente duas embarcações de alta capacidade tecnológica. O navio-sonda conhecido como Deepwater Orion obteve a maior extensão de prazo entre os ativos localizados no Brasil. A petroleira estatal brasileira assegurou a utilização desta unidade específica por um período adicional de 1.095 dias.

Esta renovação contratual do Deepwater Orion representa um incremento de cerca de US$ 420 milhões para a carteira da empresa de perfuração. Com este novo aditivo, a embarcação tem sua permanência operacional e prestação de serviços garantidas em águas brasileiras até o mês de março de 2030.

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Paralelamente, o navio-sonda Deepwater Aquila também foi contemplado com uma extensão de suas atividades junto à companhia brasileira. O acordo prevê a adição de 365 dias ao contrato vigente. Em termos financeiros, esta prorrogação de um ano deve injetar aproximadamente US$ 160 milhões nas projeções de faturamento da empresa, assegurando a operação ininterrupta da unidade até junho de 2028.

Como a empresa expandiu seus negócios na Europa?

Além dos robustos contratos celebrados no continente sul-americano, a companhia de perfuração também comunicou movimentações expressivas no mercado europeu. O foco das operações internacionais recentes concentra-se na Noruega, envolvendo um diferente ativo de perfuração marítima da frota.

A sonda denominada Transocean Barents obteve um novo contrato firmado com a empresa Vår Energi ASA. O acordo estabelece um período de afretamento de 1.095 dias no país nórdico. A remuneração diária fixada para a utilização deste equipamento é de US$ 450 mil, valor que não contabiliza a prestação de serviços adicionais ao longo do projeto.

O cronograma de trabalho da sonda em território norueguês tem previsão para ser iniciado em meados do segundo trimestre do ano de 2027. A estimativa é que esta parceria europeia contribua com cerca de US$ 490 milhões para a carteira de projetos da operadora, um cálculo que exclui os custos associados às fases de mobilização e desmobilização do equipamento.

Em resumo, as recentes adições à carteira de perfuração da companhia estão distribuídas nos seguintes moldes:

  • Navio-sonda Deepwater Orion: extensão de 1.095 dias, gerando retorno de US$ 420 milhões até março de 2030.
  • Navio-sonda Deepwater Aquila: extensão de 365 dias, agregando US$ 160 milhões até junho de 2028.
  • Sonda Transocean Barents: novo contrato de 1.095 dias, com estimativa de US$ 490 milhões a partir de 2027.

Para consolidar a visão de longo prazo da parceria no Mar do Norte, o documento firmado entre a prestadora de serviços e a companhia norueguesa contempla cláusulas de opção de prorrogação. Caso os aditivos opcionais sejam exercidos em sua totalidade, a operação da unidade de perfuração na Noruega poderá ser estendida de forma contínua até o ano de 2034.

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