O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, desenvolveu uma nova rota eletroquímica para converter o gás metano em etileno e gás de síntese, insumos essenciais para a indústria de plásticos e combustíveis sintéticos. De acordo com informações do Nexo Jornal, essa inovação busca reduzir o impacto ambiental e os custos associados à produção desses materiais.
Como funciona o novo método?
O método utiliza reatores de célula de óxido sólido (SOC) para realizar a conversão do metano. Esses dispositivos operam em altas temperaturas e utilizam catalisadores de óxidos metálicos para promover a reação química necessária. A tecnologia é modular, permitindo a produção em escala industrial com menor consumo de energia.
Qual é o impacto ambiental da inovação?
A conversão do metano, um dos principais gases do efeito estufa, em produtos de valor agregado como etileno e gás de síntese, pode reduzir significativamente as emissões de gases poluentes. O metano, quando queimado, tem um impacto 30 vezes maior no aquecimento global do que o dióxido de carbono.
Quais são os próximos passos para a tecnologia?
A equipe do Ipen busca agora aprimorar a seletividade do processo para gerar separadamente etileno e gás de síntese. A tecnologia ainda precisa ser aperfeiçoada antes de ser adotada em larga escala, mas já é vista como uma alternativa promissora para a indústria.
Fonte original: Nexo Jornal


