
A empresa francesa TotalEnergies e a companhia dos Emirados Árabes Unidos Abu Dhabi Future Energy Company PJSC (Masdar) assinaram em 2 de abril um acordo vinculativo para estabelecer uma nova empresa corporativa. O negócio estruturado, de participação dividida igualmente em 50% para cada lado, está avaliado em US$ 2,2 bilhões.
De acordo com informações da PV Magazine, a transação fundirá as atividades terrestres voltadas para matrizes limpas desenvolvidas por ambas as partes no continente asiático. O movimento global reflete a mesma estratégia de transição energética adotada pelas duas companhias no Brasil, onde ambas têm ampliado ativamente seus investimentos e parcerias em grandes projetos de energia renovável. Atualmente, a efetivação da aliança asiática aguarda as devidas aprovações de órgãos reguladores e o cumprimento de condições contratuais habituais para operações de infraestrutura e mercado de capitais internacional.
Como funcionará a joint venture entre TotalEnergies e Masdar?
Uma vez concluído o processo de aprovação e o fechamento do negócio, a nova estrutura jurídica funcionará como o veículo exclusivo de ambas as corporações para o desenvolvimento de novos projetos de energia. A entidade será a única responsável por construir, possuir e operar os ativos de geração dentro do perímetro delimitado pelas parceiras.
O portfólio da companhia resultante focará estritamente no avanço de matrizes renováveis essenciais para a transição energética global. As empresas concentrarão seus esforços operacionais no aprimoramento e na expansão de infraestruturas, englobando:
- Usinas de energia solar fotovoltaica;
- Parques de energia eólica terrestres (onshore);
- Sistemas avançados de armazenamento de energia por baterias.
A carteira inicial da parceria estratégica já nascerá com um volume robusto de capacidade instalada em diferentes regiões. O acordo prevê a transferência de três gigawatts em ativos que já se encontram em pleno funcionamento. Além disso, as corporações possuem um cronograma de desenvolvimento de projetos que engloba mais seis gigawatts adicionais, cuja operação comercial é aguardada até o ano de 2030. Os termos da negociação indicam que os dois parceiros contribuirão com instalações de valores financeiros equivalentes.
Quais países asiáticos estão no escopo do acordo?
A integração de esforços mira um mercado que abrange nove nações em expansão industrial e alta demanda elétrica. O escopo geográfico da nova corporação incluirá as operações no Azerbaijão, na Indonésia, no Japão, no Cazaquistão, na Malásia, nas Filipinas, em Singapura, na Coreia do Sul e no Uzbequistão. A junção de conhecimentos técnicos, de acordo com o comunicado oficial, visa entregar projetos e soluções em escala com muito mais agilidade no mercado.
Qual a visão da liderança sobre a demanda de eletricidade?
A região abriga as economias que lideram o crescimento da industrialização e concentram polos fortemente dependentes de eletricidade constante. O presidente da Masdar e ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos Emirados Árabes Unidos, Sultan Al Jaber, destacou o papel de protagonismo do mercado asiático no setor elétrico.
A Ásia será o principal motor do crescimento da demanda global por eletricidade nesta década. Esta colaboração acelerará nosso progresso em todo o continente, revelando novas oportunidades para entregar as soluções de energia competitivas e confiáveis de que nossos parceiros e clientes precisam.
No aspecto administrativo, a sociedade comercial terá sua sede física localizada no Abu Dhabi Global Market, um centro financeiro internacional estratégico na capital dos Emirados Árabes Unidos. A força de trabalho inicial contará com aproximadamente duzentos funcionários, alocados diretamente pelas duas formadoras do negócio. A futura equipe executiva responsável pela diretoria operacional será revelada posteriormente pelos investidores.