
A empresa estadunidense Tigo Energy, conhecida por fornecer tecnologias de otimização de energia de corrente contínua, apresentou um novo sistema de armazenamento de energia destinado ao uso residencial. O lançamento da Tigo GO Battery, anunciado em 7 de abril de 2026, ocorre com o objetivo de atender à demanda do mercado europeu por soluções de armazenamento atreladas à geração fotovoltaica. De acordo com informações da PV Magazine, a nova bateria destaca-se pela sua arquitetura flexível, desenhada para se adaptar a diferentes tamanhos de instalações domésticas. No Brasil, o avanço dessas baterias modulares atrai atenção crescente do setor de geração distribuída solar, que busca soluções de armazenamento para aumentar a autonomia energética das residências em relação à rede pública.
O equipamento foi construído com base em uma arquitetura modular otimizada. As unidades de armazenamento individuais possuem uma capacidade de 3,68 quilowatts-hora. Essa abordagem permite que os instaladores configurem sistemas que partem de capacidades mais compactas até grandes arranjos para residências com alto consumo energético. A fabricante informou que cada módulo de bateria pesa 34 quilogramas, uma característica projetada para facilitar e acelerar o processo de implementação, mantendo um formato reduzido ideal para locais com espaço limitado.
Como funcionam as diferentes configurações de potência do equipamento?
A flexibilidade do sistema permite arranjos variados. Em sua configuração mais compacta, que utiliza dois módulos acoplados, o sistema entrega uma capacidade total de 7,3 quilowatts-hora. Nessa montagem específica, o conjunto fornece uma potência nominal de 3,5 quilowatts e pode atingir uma saída de pico de 5,1 quilowatts. Em termos elétricos, esse arranjo básico opera sob uma tensão nominal de 102,4 volts, apresentando uma faixa de tensão que varia entre 90 volts e 116 volts. As dimensões físicas dessa unidade inicial são de 510 milímetros de largura, 563 milímetros de altura e 365 milímetros de profundidade.
Por outro lado, para domicílios que demandam maior robustez energética, o sistema pode ser expandido até o limite superior de 12 módulos de bateria interligados. Essa montagem máxima proporciona uma capacidade de armazenamento que atinge 47,9 quilowatts-hora. Nesse cenário de alta demanda, a potência nominal alcança a marca de 23,3 quilowatts, com uma capacidade de saída de pico avaliada em 33,2 quilowatts. O sistema expandido opera com uma tensão nominal significativamente maior, de 665,6 volts, e uma faixa operacional entre 585 volts e 750 volts. Para acomodar todos esses módulos, as dimensões físicas passam a ter 1.253 milímetros de altura, mantendo as mesmas medidas de largura e profundidade da versão básica.
Quais são os diferenciais técnicos e a composição química da nova bateria?
Do ponto de vista técnico e de engenharia de materiais, o sistema baseia-se na química de fosfato de ferro-lítio (LFP), uma tecnologia amplamente reconhecida no setor de armazenamento por sua estabilidade térmica e ciclo de vida prolongado. O equipamento também conta com a certificação de proteção contra poeira e água do tipo IP65, garantindo sua integridade física contra intempéries. Além disso, o dispositivo é capaz de operar em uma ampla faixa de temperatura ambiente. Uma função de aquecimento totalmente integrada possibilita que a bateria seja carregada mesmo em condições extremas de frio, suportando temperaturas que chegam a -30 graus Celsius.
As especificações técnicas do produto garantem a durabilidade e a segurança elétrica do armazenamento residencial, apresentando os seguintes fatores principais estipulados pela companhia:
- A vida útil do ciclo de carga ultrapassa a marca de 6.000 ciclos operacionais.
- O maquinário funciona a uma profundidade de descarga fixada em 90%.
- O suporte elétrico do aparelho abrange configurações de fiação monofásicas e trifásicas.
- A corrente máxima permitida para as atividades de carga e descarga é de 50 amperes.
De que forma a gestão de energia interage com o usuário final?
Para garantir o controle e o monitoramento preciso por parte do usuário e dos profissionais de manutenção, o dispositivo foi desenvolvido para operar em total compatibilidade com o inversor da própria marca, o Tigo EI Inverter. A integração estende-se ao nível do software por meio do aplicativo Tigo EI, que centraliza as funções de gerenciamento geral de eletricidade e as configurações de backup de emergência em casos de quedas de rede nas habitações.
O desenvolvimento tecnológico deste produto foi pautado pela usabilidade no momento da instalação. A empresa pontuou que a criação do maquinário foi feita com atenção às demandas técnicas de quem monta e planeja o equipamento nas residências.
“A GO Battery foi desenvolvida em estreita colaboração com os instaladores, apresentando uma arquitetura modular que simplifica o projeto e a instalação do sistema, ao mesmo tempo em que oferece flexibilidade e confiabilidade em uma ampla gama de aplicações residenciais”, ressaltou a companhia em seu comunicado oficial à imprensa.