A escalada das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã gerou preocupação na indústria química brasileira. Apesar de não haver interrupção no fornecimento de insumos até o momento, o setor já sente os impactos da volatilidade dos preços internacionais e da pressão cambial. De acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a principal preocupação reside na nafta petroquímica, insumo fundamental para a produção de eteno e propeno no país.
Como o Brasil é um importador líquido desse derivado, um aumento contínuo no preço do barril de petróleo Brent – que pode superar US$ 100 em caso de bloqueio no Estreito de Ormuz – elevaria imediatamente os custos industriais. A Abiquim estima que um aumento de US$ 20 no Brent pode reduzir as margens petroquímicas entre 10% e 25%.
Diante desse cenário, o setor defende a implementação de políticas estruturantes que fortaleçam a resiliência, a competitividade e a segurança produtiva da indústria química brasileira. A associação enfatiza a importância de reduzir a dependência externa de insumos estratégicos, como fertilizantes nitrogenados e a própria nafta.
Mesmo diante da pressão de custos, a Abiquim destaca o diferencial competitivo do Brasil, ressaltando que a indústria química instalada no país é uma das mais sustentáveis do mundo, apresentando emissões de CO2 significativamente menores (de 5% a 51% inferiores) em comparação com seus concorrentes globais.
Quais os principais impactos das tensões no Oriente Médio para a indústria?
A volatilidade dos preços internacionais e a pressão cambial são os principais impactos sentidos pelo setor. A preocupação central é com a nafta petroquímica, base da produção de eteno e propeno no Brasil, visto que o país é um importador líquido desse derivado.
Qual a principal preocupação da Abiquim?
A principal preocupação da Abiquim é com a nafta petroquímica, insumo fundamental para a produção de eteno e propeno no país. A associação teme que o aumento no preço do barril de petróleo Brent eleve os custos industriais.
Quais medidas a Abiquim defende para mitigar os impactos?
A Abiquim defende a implementação de políticas estruturantes que fortaleçam a resiliência, a competitividade e a segurança produtiva da indústria química brasileira. A associação enfatiza a importância de reduzir a dependência externa de insumos estratégicos, como fertilizantes nitrogenados e a própria nafta.
Para a Abiquim, o fortalecimento da produção nacional é fundamental para garantir o suprimento de cadeias essenciais como agricultura e saúde. No entanto, sem soluções estruturantes para o custo de matéria-prima, essa vantagem ambiental enfrenta o desafio da sobrevivência econômica diante de choques geopolíticos.
