O técnico Guto Ferreira estreou no comando do Vila Nova com um empate fora de casa contra o Sport, em partida válida pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série B de 2026, disputada no estádio Ilha do Retiro, no Recife (PE). O time goiano chegou a abrir o placar do confronto, mas acabou cedendo a igualdade no marcador, mesmo atuando com um jogador a mais desde a reta final do primeiro tempo, em virtude da expulsão de um atleta da equipe mandante. De acordo com informações do portal GE publicadas em 2 de abril, o resultado gerou um misto de frustração pela vantagem desperdiçada e valorização pelo ponto conquistado como visitante.
Por que o resultado no Recife gerou sentimentos mistos no elenco?
A percepção da comissão técnica sobre o desfecho do jogo passa diretamente pelas circunstâncias da partida. A vantagem numérica em campo durante toda a segunda etapa criava o cenário ideal para que o Vila Nova garantisse os três pontos longe de seus domínios. Contudo, a equipe não conseguiu sustentar a vantagem construída, permitindo a reação do Sport. Para o novo comandante do Tigrão, a frustração pela perda da vitória é compreensível e natural, especialmente porque a delegação viajou para a capital pernambucana com o objetivo claro de somar os três pontos na classificação.
Apesar disso, o treinador ressaltou a importância de enxergar o contexto geral do campeonato e a dificuldade histórica de enfrentar a equipe rubro-negra em sua casa. Segundo a análise apresentada pelo técnico, somar um ponto fora de casa nesta competição é sempre um aspecto que precisa ser valorizado ao longo da extensa jornada da segunda divisão nacional.
– Foi um ponto importante. Tivemos a possibilidade de ganhar e lamentamos por isso. Quando a gente partiu de Goiânia, eu tinha a vitória em mente. Mas garanto que muita parte da torcida e da imprensa pensava que o empate aqui seria bom. Vamos comentar porque tivemos uma partida de bom nível, tivemos a oportunidade de ganhar e não ganhamos – disse Guto Ferreira.
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Como o comportamento tático afetou o desempenho do Vila Nova?
Um dos pontos cruciais diagnosticados pela comissão técnica após o apito final foi a mudança de postura da equipe imediatamente após conseguir balançar as redes. O próprio treinador admitiu que o time sofreu com uma oscilação de concentração, o que acabou custando o controle absoluto do jogo. Esse fenômeno não é um caso isolado, uma vez que a equipe já havia enfrentado uma situação semelhante na primeira rodada do torneio nacional.
Durante a partida de estreia contra a equipe do CRB (Clube de Regatas Brasil, de Alagoas), o Vila Nova também construiu uma vantagem no marcador, mas acabou cedendo o empate nos minutos finais do confronto. Essa repetição de cenário acende um alerta sobre a necessidade de maior consistência defensiva e maturidade emocional quando a equipe goiana encontra-se em situação favorável no placar.
– Nosso time depois do gol meio que deu uma relaxada. Isso é algo que a gente tem que mudar em termos de comportamento. É amadurecer. Uma equipe não é construída em uma semana. São resultados como esse que mexem com o brio dos jogadores, vem tudo junto, não é uma coisa ou outra. Podem ter certeza que os jogadores estão trabalhando muito e o efeito do trabalho já apareceu nesse jogo.
Quais são os próximos passos para a consolidação do trabalho?
O processo de evolução da equipe demandará tempo e ajustes específicos. A avaliação interna reconhece que o grupo de jogadores tem demonstrado dedicação durante as sessões de treinamento, e que alguns reflexos positivos das novas ideias de jogo já puderam ser observados nesta segunda rodada. No entanto, o aprimoramento da postura em campo exigirá atenção especial aos detalhes de recomposição e marcação.
Para sanar os problemas identificados neste início de trabalho, o planejamento estratégico da equipe se concentrará em alguns pilares fundamentais abordados nas entrevistas pós-jogo. A comissão técnica deixou claro que o foco principal estará nas seguintes frentes de desenvolvimento coletivo:
- Manutenção do nível de concentração da equipe após a marcação de gols em partidas de alta tensão.
- Aceleração do processo de amadurecimento tático do elenco para sustentar vantagens no placar.
- Correção dos erros defensivos que culminaram nos empates sofridos de forma semelhante nas duas primeiras rodadas.
- Fortalecimento psicológico para lidar de forma mais inteligente com situações de superioridade numérica em campo.
Por fim, a mensagem transmitida pelo comando técnico busca estabelecer um ambiente de confiança e proatividade para a sequência da competição. A diretriz é projetar as próximas rodadas com mentalidade positiva, aproveitando as falhas atuais como material de estudo e combustível para o crescimento tático do grupo. A crença interna é que, com a continuidade das metodologias aplicadas diariamente no centro de treinamento, o time conseguirá transformar os empates em vitórias consistentes nas próximas etapas do torneio nacional.
– Vamos pensar para frente, pensar positivo, no que fizemos de bom e no que a gente tem a consciência de que não foi tão bom. Vamos trabalhar bastante para sanar os problemas, não vai faltar trabalho para melhorar – completou o treinador.