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Teatro de Contêiner mobiliza artistas por reconstrução e cobra acordo em São Paulo

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A Cia. Mungunzá iniciou uma campanha pela reconstrução do Teatro de Contêiner em São Paulo, após a desmontagem da estrutura em março pela gestão do prefeito Ricardo Nunes. A iniciativa reúne artistas como Débora Falabella, Marcos Caruso, Andréia Horta, Leopoldo Pacheco, Carol Duarte, Luís Miranda, Mel Lisboa e Maria Casadevall, que cobram o cumprimento de um acordo para cessão de outro terreno municipal, na rua Helvétia, para reedificação da sede. De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o impasse opõe o grupo artístico e a Prefeitura da capital paulista sobre a ocupação da área e os termos da desocupação.

O teatro funcionava em um terreno público abandonado na rua dos Gusmões, na região central da cidade, onde a companhia estava sediada desde o fim de 2016. Em março, os dez contêineres marítimos que formavam a estrutura foram desmontados pela administração municipal e levados para uma área da Subprefeitura da Sé, na avenida do Estado. A campanha lançada agora tenta pressionar o poder público a viabilizar um novo espaço para a continuidade do projeto.

O que os artistas pedem à Prefeitura de São Paulo?

Nos vídeos da campanha, os artistas defendem a reconstrução do espaço e afirmam que a Prefeitura deve cumprir o acordo de cessão de uma área municipal na rua Helvétia. Segundo a reportagem, a mobilização foi organizada pela Cia. Mungunzá depois da demolição da antiga sede.

O ator Marcos Caruso afirma, em declaração reproduzida pela reportagem:

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“Prezados governantes de São Paulo, o Teatro de Contêiner era um dos espaços mais importantes do nosso país e não poderia ser demolido. Então, como artista, como cidadão, eu peço que esse teatro seja reconstruído. Eu peço que o acordo de liberação de um outro terreno público para reconstrução seja cumprido. Vamos reconstruir juntos este ato”.

Como começou o impasse sobre o espaço do teatro?

De acordo com a publicação, a disputa teve início em maio do ano passado, quando o grupo recebeu uma notificação extrajudicial informando que teria prazo de 15 dias para desocupar a área municipal na região da Luz. O espaço abrigava a companhia havia quase dez anos.

A gestão Ricardo Nunes sustenta, em nota, que o Teatro de Contêiner ocupou o terreno de forma irregular por quase dez anos e afirma ainda que havia ligação clandestina de água e luz. A administração municipal também declarou que o grupo recusou quatro espaços oferecidos pelo município, incluindo o da rua Helvétia, judicializou a situação e descumpriu prazos judiciais para a desocupação.

Qual é a versão apresentada pela Cia. Mungunzá?

Representantes do grupo, por outro lado, afirmam que não conseguem manter diálogo com a gestão municipal desde dezembro do ano passado. A companhia sustenta que havia um acordo para cessão de outro terreno público, o que embasa a cobrança feita agora por artistas que aderiram à campanha.

Os principais pontos do impasse relatados na reportagem são:

  • desmontagem dos dez contêineres em março;
  • cobrança pelo cumprimento de acordo para nova área na rua Helvétia;
  • alegação da Prefeitura de ocupação irregular e recusa de espaços oferecidos;
  • afirmação do grupo de que não há diálogo com a administração municipal desde dezembro.

Qual era a importância do Teatro de Contêiner para a cena cultural?

Com plateia para 99 pessoas, o Teatro de Contêiner foi escolhido em 2025 como o melhor teatro de São Paulo com até cem lugares no especial O Melhor de São Paulo, da Folha. A menção foi usada na reportagem para situar a relevância cultural do espaço na capital paulista.

A mobilização de atores conhecidos amplia a visibilidade do caso, mas o centro da disputa continua sendo a definição de um local para reconstrução da sede e o cumprimento, ou não, do que teria sido acordado entre a companhia e o município. Até o momento, segundo a reportagem, Prefeitura e grupo mantêm versões divergentes sobre as tratativas e sobre os prazos relacionados à desocupação.

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