O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve apresentar ao presidente Luís Inácio Lula da Silva um estudo sobre a viabilidade da implementação de uma tarifa-zero nacional nos ônibus de todas as cidades brasileiras. A informação foi confirmada pelo secretário de Comunicação do PT, deputado federal Jilmar Tatto, à CNN. O estudo, que será entregue antes de Haddad deixar o cargo em abril de 2026, visa explorar os custos e a viabilidade técnica dessa proposta.
Quais são os custos e desafios da tarifa zero?
De acordo com o Diário do Transporte, estudos preliminares indicam que a tarifa-zero nacional teria um custo anual entre R$ 78 bilhões e R$ 98 bilhões. Especialistas alertam que, embora tecnicamente possível, a proposta pode ser contaminada por interesses eleitorais, já que o tema deve ser um dos focos da campanha de reeleição de Lula. O aumento da demanda por transporte coletivo exigiria investimentos em frotas e infraestrutura, elevando os custos operacionais.
Como seria financiada a tarifa zero?
O modelo de financiamento proposto se inspira no sistema francês de Versement Transport, onde empresas com mais de dez funcionários pagariam uma taxa fixa por empregado, substituindo o vale-transporte. Este modelo poderia beneficiar cerca de 124 milhões de pessoas em 706 cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes. Alternativamente, a tarifa-zero poderia ser destinada apenas a inscritos no CadÚnico, reduzindo o custo para R$ 58 bilhões anuais, mas com desafios de implementação e equidade.
Quais são as opiniões sobre a proposta?
O presidente da Câmara, Hugo Motta, prometeu instaurar uma comissão para debater a gratuidade nacional nos ônibus. Enquanto isso, o empresário Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei do Ônibus do Rio de Janeiro”, defende a tarifa zero como uma solução para a queda na demanda de passageiros. No entanto, autoridades e especialistas alertam que a proposta pode ser uma “ilusão” sem uma base de financiamento sólida e planejamento técnico adequado.
Fonte original: Diário do Transporte


