A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira não aceitar o recurso da Boeing para evitar um processo movido pelo sindicato dos pilotos da Southwest Airlines em relação ao avião 737 MAX. De acordo com informações do Simple Flying, a decisão permite que o caso prossiga para julgamento no Texas. A Boeing argumenta que o processo é preemptivo pela legislação federal.
Qual é a base do processo contra a Boeing?
O sindicato dos pilotos alega que a Boeing fez falsas representações e induziu fraudulentamente os pilotos da Southwest a voar o 737 MAX sem treinamento adequado. O processo busca compensações por perdas salariais. A Boeing enfrenta um possível julgamento criminal completo relacionado à certificação original do 737 MAX, especialmente após os acidentes fatais em 2018 e 2019 que resultaram na morte de 346 pessoas na Indonésia e na Etiópia.
- Acidentes ocorreram em 2018 e 2019
- 346 pessoas morreram nos acidentes
- Problemas foram atribuídos ao sistema MCAS
Como a Boeing está respondendo ao processo?
A Boeing apelou ao caso, citando o Railway Labor Act, que regula as relações de trabalho nas indústrias aéreas e ferroviárias. A empresa acredita que a lei federal de 1926 preempta o caso do sindicato dos pilotos, pois requer a interpretação do acordo coletivo de trabalho com a Southwest Airlines. No entanto, a corte do Texas rejeitou essa alegação, permitindo que o processo continue.
Quais foram os incidentes envolvendo o 737 MAX?
O primeiro incidente foi o voo 610 da Lion Air, que caiu no mar de Java em outubro de 2018, matando todos os 189 ocupantes. O segundo foi o voo 302 da Ethiopian Airlines, que caiu em março de 2019, resultando na morte de 157 pessoas. Ambos os acidentes ocorreram em um intervalo de cinco meses, levando à investigação do sistema MCAS, que foi considerado falho.
“A Boeing interferiu com a relação comercial e induziu fraudulentamente os pilotos a voar o MAX sem treinamento adequado.”


