
A fabricante chinesa de equipamentos solares Sungrow registrou um marco financeiro histórico e significativo em 2025, com as vendas de sistemas de armazenamento de energia ultrapassando sua tradicional linha de inversores solares fotovoltaicos. A marca possui forte presença no Brasil, onde é uma das líderes de mercado no fornecimento de inversores para geração distribuída e usinas de grande porte. Essa mudança no portfólio global da empresa indica uma forte tendência de transição e crescimento para o setor de baterias nos próximos anos.
De acordo com informações publicadas pela PV Magazine no início de abril de 2026, a receita total da companhia atingiu a marca expressiva de 89,1 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 12,9 bilhões). Este montante representa um crescimento sólido de 14,55% na comparação com o ano anterior. O lucro líquido atribuível aos acionistas também acompanhou o ritmo positivo, crescendo 21,97% e alcançando a cifra de 13,4 bilhões de yuans.
O grande destaque financeiro da empresa foi o setor de sistemas de armazenamento de energia. Esta divisão gerou 37,2 bilhões de yuans em receita, configurando uma alta impressionante de 49,39%. Como resultado desse avanço, o segmento de baterias e armazenamento passou a responder por 41,8% do faturamento total da empresa. As remessas globais de armazenamento registraram o volume de 43 GWh.
Por outro lado, a receita obtida com os inversores fotovoltaicos somou 31,1 bilhões de yuans. As remessas globais de inversores ficaram em 198 GW, garantindo à empresa uma participação estimada em 30% do mercado mundial. O desempenho internacional foi vital para o balanço: a receita fora da China saltou 48,7%, atingindo 53,9 bilhões de yuans, o equivalente a 60,5% da receita total.
Quais foram os motivos da queda de lucro no fim do ano?
Apesar dos números anuais robustos, a direção da companhia reportou uma queda superior a 50% no lucro líquido apurado especificamente no quarto trimestre. A administração justificou essa retração por meio de dois fatores principais que impactaram o caixa corporativo:
- A provisão de um fundo de incentivo no valor de um bilhão de yuans;
- Os reajustes necessários nos cronogramas de entrega de diversos projetos localizados no mercado internacional.
Para manter o ritmo de crescimento e fortalecer sua estrutura de capital visando a expansão global continuada, a diretoria confirmou que está avançando ativamente com os planos para realizar uma listagem de suas ações na bolsa de valores de Hong Kong.
Quais são as atualizações sobre a Laplace, Tesla e a utilização solar na China?
No cenário corporativo, a empresa de tecnologia solar Laplace veio a público para negar veementemente os recentes rumores de mercado de que teria firmado um megacontrato para um projeto fotovoltaico de segunda fase da Tesla. O suposto acordo seria avaliado em quase dez bilhões de yuans. A direção esclareceu que não existem tais pedidos em andamento e assegurou que nenhuma informação material relevante está sendo ocultada do público. A companhia aproveitou para alertar formalmente seus investidores contra a especulação irracional de mercado, que ocorreu após altas recentes nas ações.
Paralelamente, a Administração Nacional de Energia do governo chinês divulgou estatísticas sobre a infraestrutura elétrica do país. A taxa nacional de utilização de energia fotovoltaica ficou em 90,8% no período entre janeiro e fevereiro. O índice representa uma queda de quatro pontos percentuais em relação à média anual de 2025, aproximando-se do perigoso limite de corte de energia estabelecido em 90%.
As autoridades atribuíram essa redução na taxa de utilização à tradicional queda na demanda de eletricidade que ocorre durante o feriado do Ano Novo Lunar. Nessas semanas, a forte diminuição da atividade industrial e comercial no país asiático geralmente eleva o nível de restrição da energia solar, uma vez que a geração se mantém enquanto o consumo elétrico despenca.
Como o setor de polissilício e a GCL New Energy estão se adaptando?
A indústria de insumos também enfrenta reajustes de preços constantes. A Associação da Indústria de Metais Não Ferrosos da China relatou oficialmente que os preços do polissilício estão passando por uma queda acentuada no mercado doméstico asiático.
O material de recarga tipo n e o silício granular registraram um preço médio de 36.500 yuans por tonelada métrica no dia 1º de abril. Isso representa uma diminuição de 9,88% na comparação com a semana anterior. Nos pregões mais recentes, o polissilício de recarga tipo n flutuou entre 35 mil e 37 mil yuans por tonelada, refletindo o atual momento de excesso de oferta ou de ajuste de demanda na cadeia de suprimentos.
Por fim, demonstrando uma profunda mudança de paradigma e de modelo de negócios, o conselho de administração da GCL New Energy propôs a alteração formal do nome em inglês da companhia para Dynasty Digital Holdings Ltd. Segundo o comunicado oficial, essa mudança de marca corporativa tem o objetivo de refletir uma nova e agressiva estratégia voltada para a integração de tecnologias digitais de ponta no desenvolvimento de seus negócios, englobando especificamente o desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial e inovações focadas no universo da Web3.0.


