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Startup do Tocantins inova com armadilha biológica contra Aedes aegypti

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Uma startup do Tocantins desenvolveu uma armadilha inovadora para combater o mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chicungunha. A WASI Biotech, fundada em 2023, criou uma solução impressa em 3D com material biodegradável que atrai o mosquito e o infecta com o fungo Metarhizium anisopliae, inofensivo a humanos e animais domésticos. De acordo com informações do MCTI, os insetos contaminados têm a vida reduzida e menor capacidade de transmitir doenças.

Como a tecnologia está sendo desenvolvida?

A iniciativa foi aprovada na segunda edição do Centelha, no Tocantins, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapt). O desenvolvimento dessa inovação local ganha forte relevância para a saúde pública em nível nacional, uma vez que o Brasil enfrenta historicamente o desafio de epidemias recorrentes de dengue, demandando soluções escaláveis e de baixo custo para o controle do vetor. Em fevereiro de 2026, a tecnologia encontra-se em fase de testes para maturação tecnológica antes de ser aplicada em larga escala.

“A solução já passou por fases iniciais de validação conceitual e testes laboratoriais, demonstrando a eficácia dos agentes biológicos no controle do vetor”, detalha Walmirton D’Alessandro, um dos fundadores da startup.

Qual é o diferencial da armadilha?

Walmirton destaca que o diferencial do produto está no controle biológico do inseto sem o uso de inseticidas químicos diretos. A impressão 3D permite replicar a armadilha em diferentes locais a um baixo custo. Além disso, o produto pode incorporar sensores para medir temperatura, umidade, pressão e monitorar as condições de proliferação do mosquito, auxiliando em estratégias de vigilância em saúde.

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Qual é o foco da WASI Biotech?

O foco da empresa é atuar no segmento Business to Government (B2G), voltado para parcerias com governos e secretarias de saúde. O apoio do Centelha foi crucial na fase inicial, transformando a ideia em um produto viável.

“A contribuição do Centelha foi essencial, tanto no aporte financeiro quanto na mentoria e no fortalecimento do modelo de negócio”, descreve o pesquisador.

Para outros empreendedores, Walmirton recomenda estudo, persistência e busca de ferramentas de apoio. “Aprender faz parte do processo, e quando as decisões são orientadas por dados, pesquisa e planejamento, os riscos são significativamente reduzidos. Empreender com propósito, responsabilidade social e base científica é um caminho sólido para gerar impacto real e sustentável”, pontua.

O Centelha é uma parceria do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Confederação Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e da Fundação Certi. O programa segue sua terceira edição até 2027 com editais a serem lançados em 11 estados. Nas duas etapas anteriores, o programa já recebeu mais de 26 mil ideias e apoiou 1.600 empresas.

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