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Sônia Guajajara segue internada no InCor com quadro estável e sem febre

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Sônia Guajajara de perfil, usando cocar e vestimentas tradicionais, em entrevista.
Foto: Autor / Flickr (CC BY)

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, permanece internada no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP) nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, em São Paulo, para investigação de um quadro infeccioso. Segundo a assessoria do hospital, ela passou a noite bem, está com quadro de saúde estável, sem febre desde domingo, 22 de março, e continua sob observação para a realização de novos exames. De acordo com informações do G1 Política, ainda não há previsão de alta médica.

Guajajara foi hospitalizada no sábado, 21 de março, após apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal. Em nota publicada nas redes sociais, a ministra informou que, desde a admissão no hospital, vem apresentando evolução clínica favorável, com melhora dos sintomas e estabilidade dos sinais vitais. O atendimento é conduzido pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano.

A ausência temporária da ministra ocorre em um momento em que o Ministério dos Povos Indígenas, criado no início do terceiro governo Lula, concentra debates sobre demarcação de terras e proteção de territórios indígenas. A pasta é responsável por articular políticas federais voltadas aos povos indígenas e tem papel central na interlocução do governo com essas comunidades.

Qual é o estado de saúde de Sônia Guajajara?

De acordo com a assessoria do InCor, a ministra passou a noite bem e os exames médicos apresentaram melhora. A informação divulgada nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, aponta que ela não teve mais febre desde o domingo, 22 de março, embora siga internada para a continuidade da investigação do quadro infeccioso.

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Até o momento, o hospital não informou uma data para a alta. A internação foi mantida para acompanhamento clínico e realização de exames complementares, após o episódio inicial de febre alta, dor abdominal e mal-estar.

Por que a ministra está internada?

A internação ocorreu depois que Sônia Guajajara apresentou sintomas compatíveis com um quadro infeccioso. O InCor informou que a permanência no hospital tem como objetivo investigar a causa do problema e acompanhar a evolução clínica da ministra.

Segundo a nota divulgada por ela nas redes sociais, a evolução desde a admissão é favorável. O comunicado destaca melhora dos sintomas e estabilidade dos sinais vitais, em linha com as informações repassadas pela assessoria do hospital.

O que Sônia Guajajara anunciou sobre sua saída do ministério?

Na sexta-feira, 20 de março, antes da internação, Sônia Guajajara informou que deixará o cargo de ministra para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Segundo ela, o último dia à frente do Ministério dos Povos Indígenas deve ser 30 de março.

De acordo com a informação publicada, o secretário-executivo da pasta, Eloy Terena, deve assumir o cargo. Em entrevista, a ministra também fez um balanço de sua gestão e citou como legado a retomada da demarcação de terras indígenas, a retirada de invasores de territórios e a centralidade da pauta indígena no debate público e nas políticas públicas.

“Eu acho que é a retomada da demarcação das terras indígenas, a desintrusão de invasores dos territórios, mas eu acho que, sobretudo, é trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público, para a centralidade da política pública”.

Quais temas marcaram a gestão no Ministério dos Povos Indígenas?

Sônia Guajajara também mencionou o impasse em torno das demarcações de terras indígenas, tema que envolve decisões do Supremo Tribunal Federal e deliberações do Congresso sobre o marco temporal. O Ministério dos Povos Indígenas foi criado em janeiro de 2023, no início do terceiro governo Lula, com a proposta de levar a pauta indigenista ao primeiro escalão do Executivo.

Segundo o ministério, entre os avanços citados pela ministra está a homologação de 20 terras indígenas nos últimos três anos. O cronograma apresentado pela pasta inclui áreas oficializadas em 2023, 2024 e 2025, em diferentes estados do país.

  • Em 2023, foram mencionadas áreas em Acre, Alagoas, Rio Grande do Sul, Ceará, Amazonas e Goiás.
  • Em 2024, o ministério cita homologações em Mato Grosso, Bahia, Pará e Santa Catarina.
  • Em 2025, foram mencionadas novas áreas homologadas no Ceará, Pará, Amazonas e Mato Grosso.

O balanço foi apresentado pela ministra ao comentar os principais desafios e resultados de sua passagem pela pasta. As informações sobre sua internação, porém, dizem respeito ao acompanhamento médico em curso no InCor, sem relação direta com o calendário político anunciado anteriormente.

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