O setor nuclear no Brasil está otimista com a possibilidade de entrada da iniciativa privada em projetos de mineração de urânio e geração de energia nuclear. Isso se deve à expectativa de um decreto que regulamentará a Lei 14.514/2022, flexibilizando o monopólio estatal na atividade nuclear e permitindo parcerias fora do setor público para acesso a capital e tecnologia.
Quais são as expectativas para a mineração de urânio?
Bento Albuquerque, consultor da Diamante Energia e ex-ministro de Minas e Energia, destacou que o decreto criará um “ambiente de negócio” protegido para futuras parcerias do setor privado com a INB (Indústrias Nucleares do Brasil).
“A mineração de urânio é um mercado extremamente promissor e importante para o Brasil. Até porque nós ainda importamos o combustível nuclear de outros países tendo uma das maiores reservas do mundo”,
afirmou Albuquerque.
Como está o cenário de produção de urânio no Brasil?
Ailton Dias, diretor da ANSN (Autoridade Nacional de Segurança Nuclear), avalia que, apesar dos desafios, o cenário de produção é positivo. O Brasil possui a sexta maior reserva mundial de urânio, com apenas um terço do território prospectado. A potencial retomada das obras de Angra 3 pode fornecer soluções imediatas para a mina de urânio em Caetité (BA), aumentando a produção anual de 200 para 400 toneladas.
- Retomada das obras de Angra 3
- Expansão da produção em Caetité
- Investimento no projeto de Santa Quitéria (CE)
Qual é o planejamento para a energia nuclear no Brasil?
O PNE 2055 (Plano Nacional de Energia) prevê elevar a capacidade de oferta de energia nuclear para 14 GW em trinta anos. Celso Cunha, presidente da Abdan (Associação Brasileira de Desenvolvimento de Atividades Nucleares), destacou que isso representa um crescimento em relação ao plano anterior, que previa uma expansão de 8 a 10 GW até 2050. A entrada da Âmbar Energia na Eletronuclear deve dar novo fôlego ao setor, com foco na conclusão de Angra 3.
Fonte original: Agência iNFRA


