Em um período de 12 meses encerrado em fevereiro de 2026, o setor de turismo no Brasil registrou a criação de 68 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o segmento alcançou a marca total de 2,3 milhões de profissionais ativos no país. O resultado reflete a expansão do turismo doméstico, especialmente nos ramos de alimentação e transporte terrestre, durante o período de alta temporada e festividades populares.
De acordo com informações da Radioagência Nacional, apenas no mês de fevereiro foram geradas mais de 11 mil novas vagas de emprego formal. A movimentação econômica do setor, impulsionada pelo verão e pelo Carnaval, consolidou o turismo como um pilar estratégico para a geração de renda nacional. As entidades cruciais citadas incluem o **Ministério do Trabalho e Emprego**, o **Ministério do Turismo** e a **Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)**.
Quais segmentos do turismo mais geraram empregos no período?
O saldo positivo observado no início do ano foi sustentado majoritariamente por dois pilares fundamentais da cadeia turística brasileira. O setor de alimentação liderou as contratações com cinco mil novas vagas, seguido de perto pelo transporte terrestre, que registrou quase 3,6 mil ocupações. Esses números evidenciam a força das viagens regionais de curta distância e do consumo local em destinos turísticos durante os meses de maior fluxo de viajantes.
A aviação doméstica também apresentou indicadores de crescimento recorde no primeiro bimestre de 2026. Pela primeira vez na história, o fluxo de passageiros em voos nacionais ultrapassou a marca de 17 milhões de pessoas no intervalo de dois meses. Esse volume de tráfego aéreo contribui diretamente para a manutenção e abertura de novos postos de trabalho em aeroportos e serviços auxiliares de logística e atendimento ao público.
Qual é a representatividade do turismo no mercado de trabalho nacional?
Atualmente, a força de trabalho vinculada diretamente ao turismo representa 5% do total de trabalhadores ocupados no Brasil. Considerando que o país possui um contingente total de 48,8 milhões de pessoas empregadas, a relevância do setor para a estabilidade econômica torna-se evidente. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou a importância dessa performance para o desenvolvimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Em análise oficial sobre os dados, o titular da pasta reforçou o compromisso governamental com o crescimento contínuo do setor e a melhoria das condições de empregabilidade.
O segmento segue como forte motor de emprego e renda para a população brasileira. E seguiremos trabalhando para fazer o turismo uma potência na geração de renda para os cidadãos
, afirmou Feliciano ao comentar os resultados apresentados pelo Novo Caged.
Como o turismo doméstico influenciou os números do primeiro bimestre?
A consolidação do turismo doméstico é explicada pela preferência dos brasileiros por destinos internos durante as férias de verão. A infraestrutura de transporte e a rede de serviços gastronômicos foram as áreas que mais absorveram a demanda por mão de obra qualificada. Os principais fatores que contribuíram para o resultado positivo no mercado de trabalho incluem:
- Alta demanda de serviços durante o período de Carnaval em diversas capitais;
- Crescimento das viagens terrestres intermunicipais de curta e média distância;
- Aumento recorde na movimentação de passageiros nos principais aeroportos nacionais;
- Expansão dos serviços de alimentação fora do domicílio e hospitalidade.
O governo federal projeta que a tendência de alta se mantenha ao longo do primeiro semestre, com o fortalecimento de políticas públicas voltadas para o incentivo a eventos regionais e infraestrutura urbana. A integração entre os dados do Ministério do Trabalho e da Anac permite uma visão estratégica para o planejamento de futuras contratações e investimentos no setor produtivo turístico.