
O serviço público federal registrou uma redução de 73.580 funcionários durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), entre 2016 e 2022. A informação foi divulgada pela ministra do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), Esther Dweck, nesta terça-feira (17.mar.2026).
De acordo com informações do Poder360, o período em questão contabilizou 92.820 aposentadorias e apenas 19.240 novas contratações. No atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), houve 19.381 admissões e 16.546 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 2.835 servidores. O levantamento exclui os profissionais das Instituições Federais de Ensino.
Esther Dweck enfatizou que a recomposição de pessoal realizada desde 2023 ainda não é suficiente para suprir as necessidades do serviço público. Segundo ela, o governo está longe de ter uma máquina inchada e que, pelo contrário, há uma carência de servidores para implementar políticas públicas.
Qual foi o impacto da Reforma da Previdência nas aposentadorias?
A ministra Dweck destacou que a Reforma da Previdência, aprovada em 2019, contribuiu para acelerar o número de aposentadorias no serviço público. Ela também ressaltou que não houve concursos públicos, reajustes salariais ou recomposição salarial com base na inflação no período de 2016 a 2022.
“A gente percebeu a carência de pessoas para fazer políticas públicas e começamos um processo graças à PEC da Transição, que tinha espaço orçamentário para fazer contratações”, declarou.
Quais são os planos para o Concurso Público Nacional Unificado (CNPU)?
Esther Dweck informou que o governo estuda a possibilidade de criar um concurso público unificado para técnicos de universidades e institutos federais. A proposta está em discussão no MEC (Ministério da Educação) e na Enap (Escola Nacional de Administração Pública). O modelo do concurso seria semelhante ao do CPNU, também conhecido como “Enem dos Concursos”.
A ministra também adiantou que o MGI não pretende realizar uma terceira edição do CNU em 2026. Embora a legislação não proíba a realização de concursos em ano eleitoral, existem restrições para a nomeação de candidatos aprovados.


