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Seleção da Itália quer Pep Guardiola após terceira ausência em Copa do Mundo

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Pep Guardiola observa atentamente um jogo de futebol à beira do gramado, vestindo roupas esportivas.
Foto: jacilluch / flickr (by-sa)

A Seleção da Itália iniciou um processo urgente de reconstrução técnica e esportiva após ser eliminada pela equipe da Bósnia na repescagem e ficar de fora da Copa do Mundo de 2026 pela terceira vez consecutiva. Para o público brasileiro, a ausência da tetracampeã mundial — histórica rival do Brasil nas finais de 1970 e 1994 — reforça o declínio de uma das maiores potências do futebol. O grande alvo da Federação Italiana de Futebol para comandar a equipe nacional e reverter este cenário de crise é o espanhol Pep Guardiola. A busca pelo novo treinador visa substituir o atual técnico Gennaro Gattuso, que não deve permanecer no cargo após a amarga desclassificação sofrida na disputa por pênaltis no final de março.

De acordo com informações do GE, que repercutiu a apuração original do jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”, o projeto audacioso de trazer o atual comandante do Manchester City é tratado nos bastidores como o principal e maior objetivo. No entanto, a própria mídia europeia reconhece que a operação financeira e logística é de altíssima complexidade.

Por que a contratação de Pep Guardiola pela seleção italiana é considerada complexa?

A dificuldade principal na operação se deve ao sólido vínculo contratual do treinador no futebol inglês. Para assumir a seleção italiana de imediato, o espanhol precisaria encerrar seu compromisso com o Manchester City ao final da atual temporada europeia. O contrato de Guardiola com a equipe de Manchester é válido formalmente até o ano de 2027.

Apesar do grande obstáculo contratual, sua chegada é vista como uma oportunidade única de promover uma mudança radical no estilo de jogo e modernizar a estrutura do futebol do país. O treinador chegaria com amplo respaldo de todos os setores esportivos italianos, sendo considerado o nome ideal para guiar o esporte nacional para fora de um momento histórico negativo, marcado por vexames esportivos e consideráveis prejuízos financeiros.

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Quais são as alternativas da federação caso a negociação com o espanhol não avance?

Diante da dificuldade natural de viabilizar o plano principal, os dirigentes da Federação Italiana de Futebol mantêm uma lista de segurança com outras três opções consideradas mais acessíveis e reais. Se o sonho de contar com o espanhol não se concretizar, a confederação focará nos seguintes alvos:

  • Roberto Mancini: Considerado o grande favorito entre as alternativas no mercado. Ele foi o responsável técnico pela conquista da Eurocopa de 2020, último título expressivo da seleção. Embora seja visto como alguém capaz de devolver a identidade ao grupo, carrega o peso de representar a continuidade de um modelo que resultou nos últimos fracassos da Azzurra na fase de eliminatórias.
  • Antonio Conte: Atual treinador do Napoli, exigiria uma negociação extremamente delicada nos bastidores do futebol local.
  • Massimiliano Allegri: Empregado atualmente pelo Milan, também demandaria tratativas complexas de liberação contratual.

A situação contratual dos dois últimos candidatos é um entrave considerável na visão da diretoria. Como ambos estão formalmente empregados no futebol italiano, a confederação precisaria costurar a liberação em definitivo com o Napoli e o Milan, ou então encontrar uma fórmula inédita que permitisse uma dupla jornada, dividindo a atenção dos profissionais de forma igualitária entre os clubes e a equipe nacional.

Qual é o prazo estipulado para a definição definitiva do novo comando técnico?

A necessidade de resolução imediata é ditada diretamente pelo calendário oficial de competições da entidade máxima do futebol europeu. O jornal esportivo local destacou a pressa da federação, apontando a postura intransigente de presidentes de clubes, como Aurelio De Laurentiis, do Napoli, como o principal entrave para negociar com técnicos empregados atualmente:

O maior problema é óbvio: De Laurentiis (presidente do Napoli). A Itália não pode se permitir ter um técnico interino até setembro, quando começa a Liga das Nações.

Após a traumática desclassificação para a Bósnia e Herzegovina, a equipe nacional só voltará a entrar em campo de forma oficial no dia 25 de setembro. O compromisso será um confronto direto contra a seleção da Bélgica, em partida válida pela Liga das Nações. Este cenário pressiona a cúpula esportiva nacional a estabelecer uma comissão técnica definitiva e unificada o mais rápido possível, afastando definitivamente o risco de instabilidade institucional durante a próxima transição tática.

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