
O senador Jorge Seif (PL-SC) proferiu um discurso no Plenário do Senado, nesta segunda-feira, no qual expressou seu apoio às ações dos governos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Seif justificou seu posicionamento alegando que o governo iraniano financia grupos como Houthi, Hezbollah e Hamas, além de reprimir violentamente manifestações populares internas.
O senador criticou o governo brasileiro por manter, segundo ele, um alinhamento diplomático com o regime iraniano. Seif questionou a postura do Brasil diante do que considera um massacre promovido pelo governo do Irã contra sua própria população.
“Eu parabenizo os governos americano e israelense. Apesar de defender a soberania, o que estava acontecendo lá [no Irã] era um massacre. As pessoas não têm armas para se defender. Iranianos que fugiram do seu país por repressão, por opressão, com medo, comemoraram em todo o mundo a queda do [aiatolá Ali] Khamenei”, declarou Seif.
O senador complementou: “Se um governo é odiado pelo seu próprio povo, se não trabalha pelo seu próprio povo, se oprime o seu próprio povo, está errado. O governo tem de administrar o país e trazer o bem-estar para a sua população, e não oprimir, escravizar e aterrorizar, como esses governos faziam. Infelizmente, governos como esses são aliados de Luiz Inácio Lula da Silva”.
No mesmo discurso, Seif voltou a criticar a proposta de alteração da escala de trabalho 6×1. Ele argumenta que a mudança pode prejudicar a estrutura de custos das empresas, especialmente os pequenos negócios.
“Quem vai pagar por isso é o brasileiro. Não se enganem! O fim da escala 6×1 vai trazer prejuízo. E tem um detalhe cruel nessa proposta: se você quiser trabalhar mais para comprar sua geladeira, para dar uma escola melhor para o seu filho, para pagar um plano de saúde para o seu filho, para botar mais comida na sua casa, para trocar o seu carro, você não poderá trabalhar mais. Se trabalhar uma hora a mais, a empresa vai ser multada e você vai ser multado”, explicou Seif.
O senador concluiu: “E quem vai pagar essa conta são vocês. Quando as empresas forem obrigadas a contratar mais pessoas para fazer o mesmo serviço, por conta de uma imposição de governo, quem vai pagar a conta é o consumidor”.