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Segundo suspeito de matar jovem em Jaguariúna é preso no Mato Grosso do Sul

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Policial conduz homem algemado em corredor, sob escolta, durante operação de prisão.
Foto: Governo do Estado de São Paulo / flickr (by)

Um segundo suspeito de participação na morte de Ramon Luporini de Faria Motta, de 22 anos, foi preso em 21 de março de 2026 em Nova Andradina (MS). Segundo a investigação da Polícia Civil de Jaguariúna, Jesué Ferreira Alves estava foragido desde a data do crime e teria ajudado o tio e o padrasto da vítima. O caso ocorreu após conflitos familiares em Jaguariúna, no interior de São Paulo, e o corpo do jovem foi encontrado carbonizado em uma área de mata na divisa com Santo Antônio de Posse.

De acordo com informações do g1, o delegado Erivan Vera Cruz informou que uma equipe deve viajar a Nova Andradina para buscar o suspeito preso. O município fica no sudeste de Mato Grosso do Sul, a centenas de quilômetros de Jaguariúna, no interior paulista. O tio da vítima, Daniel Luporini de Faria, já havia sido detido no dia seguinte ao crime, enquanto o padrasto, Gilson Silva Santos Oliveira, seguia foragido no momento da publicação original.

Como a polícia descreve a dinâmica do crime?

Conforme a apuração policial, Daniel Luporini de Faria teria afirmado que queria apenas “dar um susto” no sobrinho por causa de desentendimentos familiares. Para isso, segundo a investigação, ele teria contado com a ajuda do cunhado Gilson Silva Santos Oliveira, padrasto de Ramon, e do amigo Jesué Ferreira Alves.

Ainda de acordo com o relato citado pela polícia, Jesué estaria armado, mas a situação teria saído do controle quando o jovem reagiu. A investigação aponta que Ramon foi imobilizado, amarrado e agredido com uma marreta. Segundo a confissão mencionada no caso, ele foi retirado do local ainda com sinais vitais, embora inconsciente, na noite de 27 de fevereiro de 2026.

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Os investigadores sustentam que Jesué teria sido responsável por deixar o corpo em uma área de mata. Com apoio da Guarda Civil Municipal, o corpo foi localizado parcialmente carbonizado na região conhecida como “poção”, na divisa entre Jaguariúna e Santo Antônio de Posse.

Quais crimes são apurados no inquérito?

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após a identificação dos suspeitos, a corporação pediu a prisão temporária de Gilson e Jesué. O tio da vítima, que confessou envolvimento no caso, foi preso anteriormente.

Até a publicação original, o padrasto da vítima continuava foragido. A prisão de Jesué representa o avanço mais recente da investigação, que ainda tenta esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e a motivação exata do crime.

Que conflitos familiares cercam o caso?

Segundo o pai do jovem, Ricardo da Motta, Ramon havia sido preso dias antes por descumprimento de medida protetiva contra a mãe, mas foi solto após audiência de custódia. Pouco tempo depois, desapareceu. Ainda conforme o pai, o jovem tentava internar a mãe, usuária de drogas, e essa seria a origem do pedido da medida protetiva.

Quando o boletim de desaparecimento foi registrado, a polícia descobriu que Ramon tinha estado na casa do tio, no Jardim São Pedro, em Jaguariúna, antes de sumir. A motocicleta dele foi encontrada no imóvel, o que levantou suspeitas. Ao ser questionado, Daniel apresentou versões contraditórias e, depois, confessou o crime à polícia, segundo a investigação.

Ricardo da Motta afirmou que os conflitos entre Ramon, a mãe e o tio eram frequentes. Ele também declarou suspeitar que a mãe do jovem pudesse ter sido a mandante do crime. Horas antes da morte do filho, ela publicou nas redes sociais que Ramon “teria o que merece”.

A polícia, porém, não confirma a participação da mãe e, até o momento da reportagem original, refutava essa hipótese. As autoridades também investigam se os conflitos familiares podem ter relação com imóveis e herança.

O que já se sabe sobre os suspeitos?

  • Daniel Luporini de Faria, tio da vítima, foi preso após confessar participação no crime.
  • Jesué Ferreira Alves foi preso em Nova Andradina (MS) em 21 de março de 2026.
  • Gilson Silva Santos Oliveira, padrasto da vítima, seguia foragido no momento da publicação.
  • O inquérito apura homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Jaguariúna, que busca concluir a apuração sobre a execução do crime, a ocultação do corpo e a eventual participação de outros envolvidos.

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