
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura da Paraíba (Secult-PB), em uma parceria estratégica com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), anunciou a abertura do Edital Proex nº 11/2026. A iniciativa visa a seleção de 46 estudantes bolsistas para integrar ações extensionistas em importantes instituições museológicas paraibanas. Essa integração entre universidades públicas e equipamentos culturais dialoga com as diretrizes da Política Nacional de Museus, gerida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que incentiva as ações educativas e a preservação da memória regional em todo o país. O lançamento oficial ocorreu em 8 de abril de 2026, e as inscrições para os interessados seguem abertas até o dia 15 do mesmo mês, devendo ser realizadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelas instituições.
De acordo com informações do Governo da Paraíba, a cooperação técnica viabilizará a inserção de graduandos no Museu da Cidade de João Pessoa e no Museu de História da Paraíba. Os alunos selecionados para o programa receberão uma Bolsa Cultural no valor mensal de R$ 700, complementada por um auxílio-transporte de R$ 240. O projeto possui uma vigência total de 12 meses, com as atividades previstas para iniciarem em 6 de maio de 2026 e encerramento programado para 5 de abril de 2027.
Quais são as áreas de atuação e os cursos permitidos?
As vagas distribuídas pelo edital abrangem diferentes frentes de trabalho dentro da estrutura dos museus, permitindo que os acadêmicos apliquem conhecimentos teóricos em ambientes práticos de preservação e difusão cultural. As atividades estão segmentadas nos seguintes eixos:
- Mediação Cultural;
- Conservação Preventiva;
- Produção Cultural;
- Comunicação e Mídias.
Para concorrer, o estudante deve estar regularmente matriculado na UFPB em cursos que possuam afinidade direta com as áreas de atuação propostas. A lista de graduações elegíveis inclui História, Artes Visuais, Pedagogia, Arquitetura, Arquivologia, Biblioteconomia, Jornalismo, Rádio e TV, Cinema, Comunicação em Mídias Digitais, Relações Públicas, Música, Teatro e Dança.
Como a parceria beneficia a formação acadêmica dos estudantes?
A pró-reitora de Extensão da UFPB, Bernardina Freire, ressaltou que a iniciativa vai além do suporte financeiro, focando no desenvolvimento profissional dos jovens. Segundo a gestora, o programa oferece uma preparação robusta para que os extensionistas saibam como lidar com o público e as demandas específicas do setor cultural.
Não é um simples ato de o aluno ter uma bolsa e ir para a sociedade. Ele será preparado para mediar o público, sobretudo aquele vinculado aos museus do Governo do Estado. É uma extensão que, antes de chegar à ponta do atendimento, também vai para a capacitação do nosso extensionista. Além de outras práticas que eles poderão vivenciar, como conservação, comunicação e produção cultural em instituições museais.
O foco na capacitação prévia garante que os serviços prestados nos equipamentos culturais mantenham um padrão de excelência, ao mesmo tempo que insere o aluno no cotidiano de preservação da memória paraibana.
Qual o impacto da medida para os museus da Paraíba?
Para o secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Pedro Santos, a chegada dos 46 novos bolsistas representa um fortalecimento imediato na gestão e no atendimento dos museus geridos pela pasta. Ele aponta que a presença acadêmica qualifica os processos educativos e melhora a organização interna das instituições.
Com essa presença nós ampliamos a capacidade de atendimento, qualificamos as ações educativas e organizamos melhor os processos internos. É uma iniciativa que melhora o serviço prestado à população e forma profissionais já conectados com a realidade dos nossos equipamentos culturais. Ganhamos em estrutura, em continuidade das ações e em capacidade de desenvolver políticas culturais mais consistentes no estado.
O Museu da Cidade de João Pessoa e o Museu de História da Paraíba desempenham papéis fundamentais na salvaguarda do patrimônio regional. Ambos atuam em frentes de pesquisa e mediação, sendo essenciais para a valorização da identidade coletiva e para a formação de novos públicos interessados na história do estado.


