A Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster) e a Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social (Forsuas) realizaram uma reunião estratégica na sede da secretaria, em Belém, para estruturar o plano estadual de resposta a calamidades públicas. O encontro, ocorrido na segunda-feira, 06 de abril de 2026, teve como foco principal a organização de ações emergenciais para os municípios paraenses atingidos por fortes chuvas e alagamentos, fenômenos típicos do “inverno amazônico”, período que concentra intensas precipitações na região Norte do país, visando agilizar a proteção social das populações vulneráveis.
De acordo com informações da Agência Pará, a iniciativa busca fortalecer o atendimento direto nos territórios afetados por meio da coordenação entre o governo estadual e as gestões locais. Atualmente, 49 cidades paraenses enfrentam decretos de calamidade ou emergência devido ao rigoroso período chuvoso. Por ser o segundo maior estado do Brasil em extensão territorial, os desafios logísticos do Pará no enfrentamento de desastres climáticos ganham relevância nacional, demandando uma resposta estruturada para a oferta de abrigos e benefícios eventuais.
Quais são as principais ações do plano de resposta no Pará?
O plano articulado entre a Seaster e o Forsuas — que opera sob as diretrizes federais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social — prevê uma linha de frente para oferecer suporte técnico e logístico aos municípios. Entre as prioridades estabelecidas durante a reunião, destacam-se a organização de abrigos provisórios seguros para as famílias que perderam suas moradias, a distribuição de benefícios socioassistenciais imediatos e o reforço das equipes de proteção social básica e especial nos locais de maior impacto.
A diretora de Assistência Social da Seaster, Nazaré Cruz, explicou que o cenário exige uma construção conjunta de soluções, dado que o número de pessoas desabrigadas aumentou significativamente com as recentes inundações. Segundo a diretora, a secretaria atuará na orientação das prefeituras para garantir que a população tenha acesso rápido a serviços essenciais de alimentação e acolhimento.
Atualmente, 49 municípios do Estado enfrentam situação de calamidade devido ao período de chuvas. Com os alagamentos, muitas pessoas perderam suas casas. Diante desse cenário, esta reunião com o Forsuas tem como objetivo estruturar uma linha de frente para prestar apoio à população afetada.
Como será a atuação integrada entre o Estado e os municípios?
A estratégia de integração entre as esferas governamentais visa reduzir a burocracia e aumentar a eficiência na entrega de serviços. O Governo do Pará pretende mobilizar profissionais capacitados para oferecer assessoria técnica direta às equipes municipais, auxiliando desde a fase inicial de levantamento de danos até o monitoramento contínuo das famílias atendidas. O secretário da Seaster, Inocêncio Gasparim, ressaltou que o planejamento é fundamental para que nenhum município precise lidar isoladamente com as consequências dos desastres climáticos.
A Seaster tem atuado de forma permanente para garantir que nenhum município enfrente sozinho os impactos das chuvas intensas. Esse plano estadual é um passo fundamental para organizar e integrar esforços, garantindo uma resposta mais eficiente em todo o Pará.
Além do atendimento imediato, o cronograma de trabalho estabelece os seguintes pontos fundamentais:
- Mobilização de equipes multidisciplinares da Forsuas para regiões críticas;
- Estruturação de planos municipais de contingência com apoio técnico estadual;
- Realização de novos encontros regionais para consolidação das estratégias;
- Monitoramento das áreas de risco para antecipação de novas ocorrências.
Quais são as fases de atendimento da assistência social em calamidades?
Segundo a coordenadora de Gestão do Trabalho de Assistência Social, Léia Oliveira, o trabalho técnico é dividido em três etapas essenciais para garantir a eficácia do cuidado humano. A primeira fase é a prevenção, onde são mapeados os riscos; a segunda ocorre durante a crise, com o atendimento emergencial direto; e a terceira foca na recuperação, assegurando a continuidade do cuidado com as famílias que sofreram perdas materiais e emocionais.
Oliveira enfatizou que a população atingida muitas vezes enfrenta a perda total de bens, postos de trabalho e moradia, o que exige um olhar sensível para a saúde mental e segurança alimentar. Um novo encontro entre as autoridades está programado para o final de abril, visando finalizar a redação do plano estadual. Na sequência, serão promovidas reuniões regionalizadas para que cada gestão municipal receba treinamento específico para elaborar e executar seu próprio plano de ação socioassistencial.


