A ausência do meia Jefferson Savarino nos recentes compromissos da seleção da Venezuela desencadeou uma crise pública entre os jogadores nesta quarta-feira (1º de abril). Após alegar problemas físicos para não se apresentar durante a Data Fifa — período do calendário internacional reservado para jogos de seleções —, o atleta permaneceu no Rio de Janeiro e foi titular na vitória do Fluminense por três a um sobre o Corinthians, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. De acordo com informações do GE, a situação de recuperação rápida motivou severas críticas do atacante Salomón Rondón, capitão e maior artilheiro da história da equipe nacional, e uma resposta contundente da esposa do jogador tricolor, Paola Duarte, expondo os bastidores do escrete sul-americano.
Como começou o atrito entre os jogadores venezuelanos?
O conflito teve início no ambiente virtual, quando Rondón utilizou o seu perfil oficial na rede social Instagram para publicar uma mensagem interpretada claramente como uma indireta ao camisa 11 da equipe das Laranjeiras. O motivo central da insatisfação demonstrada foi o fato de Savarino ter se recuperado a tempo de atuar de forma integral por seu clube no torneio nacional, enquanto, dias antes, um comunicado oficial informava que ele não estava disponível para representar o seu país.
Na publicação, o atacante questionou abertamente o nível de comprometimento do seu compatriota com o time nacional:
“Hahahahah incrível… De não estar em condições a ser titular!!! 0 (zero) senso de pertencimento. Continuem pedindo por ele, indolentes”, escreveu o capitão venezuelano.
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A postagem expôs de maneira direta uma insatisfação e um racha interno entre os atletas que frequentemente dividem o mesmo espaço de concentração e os gramados.
O que disse a esposa de Savarino sobre a polêmica?
A reação às críticas direcionadas ao meia-atacante não veio do próprio jogador, mas sim de sua esposa, Paola Duarte. Logo em seguida à publicação do colega de equipe de seu marido, ela utilizou a mesma plataforma digital para sair em defesa do atleta. Além de rebater as falas, ela fez acusações graves sobre o ambiente interno da seleção da Venezuela, apontando supostas práticas de intimidação por parte de um grupo restrito de jogadores.
Em sua primeira postagem, que acabou sendo excluída pouco tempo depois, a esposa classificou o comportamento de Rondón como inadequado para a posição que ocupa de liderança:
“Terrível o exemplo de quem usa a braçadeira de capitão na seleção. Isso só demonstra o que todo mundo já percebe: na seleção há um grupinho que se acha acima do coletivo e que ainda pretende, com intimidação, decidir quem joga e quem não joga. Que vergonha da sua história”, declarou.
Quais foram as consequências da discussão exposta nas redes?
Após apagar a mensagem inicial, a esposa de Savarino realizou uma nova publicação, desta vez com ataques ainda mais duros e diretos à figura do capitão da equipe nacional, abordando o clima de convivência entre os atletas:
“Para quem costuma se chamar de capitão da seleção, e com suas imaturidades o que faz é deixar um clima pesado, como sempre faz. Como pessoa, é uma tremenda m…”, disparou Paola.
A troca de farpas pública deixou em evidência uma crise profunda de relacionamento dentro da delegação, ressaltando divergências sobre as convocações e o comprometimento dos atletas. O cenário revelado pelas postagens cruza três pontos fundamentais abordados na controvérsia:
- A ausência oficial do meia na Data Fifa sob a justificativa de estar sem condições físicas adequadas para jogar.
- O retorno como titular absoluto pelo clube carioca em um confronto importante da principal liga nacional.
- A revelação sobre a suposta existência de grupos fechados que ditam as regras e o clima interno na equipe representativa do país.

