O São Paulo voltou a sofrer duas derrotas consecutivas na temporada ao perder por 1 a 0 para o Palmeiras no último fim de semana antes de 23 de março de 2026, no Morumbis, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado interrompeu a euforia recente do time, que havia liderado a competição duas rodadas antes, e ampliou a preocupação de torcedores e comissão técnica com a queda de rendimento, sobretudo pela dificuldade ofensiva apresentada nas últimas partidas.
De acordo com informações do GE, a derrota no clássico teve efeito imediato dentro e fora do estádio. Houve vaias e xingamentos nas arquibancadas, além de pichações nos muros do Morumbis com críticas ao executivo Rui Costa e ao elenco.
Por que o momento do São Paulo passou a ser visto com mais preocupação?
A sequência de duas derrotas iguala a pior série do clube em 2026, algo que até então só havia acontecido em outro momento de instabilidade na temporada. Mais do que os resultados, o desempenho ofensivo tem sido o principal motivo de alerta. Mesmo com mais posse de bola contra Atlético-MG e Palmeiras, o time criou pouco e finalizou com baixa precisão.
Segundo os dados citados na reportagem original, o São Paulo teve 64% de posse de bola diante do Atlético-MG e 61% contra o Palmeiras, mas acertou o gol apenas quatro vezes na soma dos dois jogos. No clássico mais recente, já em desvantagem desde o início do primeiro tempo, a equipe obrigou o goleiro Carlos Miguel a fazer apenas uma defesa em mais de 90 minutos.
O que Roger Machado disse após a derrota no clássico?
O técnico Roger Machado, que soma quatro partidas no comando do São Paulo, com duas vitórias e duas derrotas, admitiu na entrevista coletiva que a equipe precisa evoluir ofensivamente e apontou a Data Fifa como oportunidade de trabalho. Ao analisar a dificuldade para atacar adversários mais fechados, ele defendeu a busca por novas soluções táticas.
“Sobretudo para que a gente consiga achar soluções ofensivas quando nos depararmos com equipes que jogam em bloco baixo, muitas vezes com marcações individualizadas, linha de seis com perseguição individual. Criar alternativas para municiar nossos atacantes. Se nesse modelos não temos a figura dos pontas abertos, temos de criar alternativas para que nossos laterais tenham eficiência”
A avaliação do treinador reforça a percepção de que o problema não se limita ao placar. O São Paulo tem mantido a bola por mais tempo, mas sem transformar controle territorial em volume de chances claras. Esse contraste entre posse e efetividade ajuda a explicar a mudança de ambiente em torno da equipe.
Qual foi a outra sequência semelhante de derrotas na temporada?
A única outra vez em que o São Paulo havia perdido dois jogos seguidos em 2026 ocorreu no período em que Hernán Crespo ainda comandava a equipe. Na ocasião, o time foi derrotado por Portuguesa e Palmeiras, em um trecho descrito como o primeiro momento de instabilidade do então treinador.
Depois daquela sequência, Crespo adotou um discurso cauteloso ao falar sobre as perspectivas da temporada e mencionou a meta de somar 45 pontos no Brasileirão. As declarações sobre a luta contra o rebaixamento, segundo a reportagem, aumentaram a insatisfação interna com o técnico, embora o São Paulo tenha seguido nas rodadas iniciais disputando posições no alto da tabela.
“(…) Temos futuro. Mas o futuro, como eu falei, o Brasileirão, 45 pontos. Esse é o futuro. Podemos perder, mas a diferença primordial (do clássico) foi que eles finalizaram e a gente não. Atitude de criar ocasiões, este é o caminho, é por aqui. Com dois ou três reforços e os moleques de Cotia, dá para acreditar. Vai ser uma temporada difícil, mas dará certo”
No cenário atual, o clube ainda permanece entre os times que brigam pelas primeiras posições, mas o desempenho recente acendeu um sinal de alerta. A combinação entre derrotas consecutivas, baixa produção ofensiva e reação negativa da torcida ampliou a pressão sobre o elenco e sobre a nova comissão técnica.
- Duas derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro
- Queda de rendimento nas últimas atuações
- Mais posse de bola, mas pouca efetividade ofensiva
- Vaias e pichações após o clássico no Morumbis
- Expectativa por ajustes durante a Data Fifa
Assim, o São Paulo entra no próximo período de preparação tentando interromper uma sequência que já havia marcado outro momento de turbulência em 2026. A preocupação, agora, está menos na posição na tabela e mais na necessidade de encontrar respostas rápidas para um time que tem controlado a bola, mas produzido pouco no ataque.
