Sandbox.Rio anuncia dez empresas para testes de tecnologia no município

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A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou, nesta quinta-feira (2 de abril de 2026), as dez empresas selecionadas para integrar o terceiro ciclo do Sandbox.Rio. O anúncio oficial ocorreu no complexo de inovação Porto Maravalley, na região central do município. De acordo com informações do Mobile Time, a nova fase do programa terá como foco a implementação de soluções tecnológicas nas zonas Oeste, Sudoeste, Norte e em diversas comunidades da capital fluminense.

O ambiente regulatório experimental, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico desde o ano de 2022, registrou um recorde de interesse em sua atual edição, totalizando 55 projetos inscritos. A iniciativa carioca é pioneira entre as capitais do país e está alinhada ao Marco Legal das Startups (Lei Complementar nº 182/2021), servindo de modelo de smart cities (cidades inteligentes) para outros municípios brasileiros. As propostas priorizam áreas estratégicas como sustentabilidade, mobilidade urbana, transição energética, turismo, educação, saúde e a desburocratização dos serviços públicos.

Como funciona o ambiente de testes do Sandbox.Rio na prática?

O programa permite que startups e empresas utilizem o território urbano e a interação direta com os moradores para testar produtos e modelos de negócios. O objetivo central é estimular o empreendedorismo e, simultaneamente, coletar dados reais da operação. Essas informações servem como base estrutural para que o poder público municipal aprimore políticas de atendimento à população e modernize a legislação voltada para novas tecnologias emergentes.

Durante o evento de apresentação oficial, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, Osmar Lima, destacou a necessidade urgente de descentralizar o acesso aos avanços tecnológicos, levando as soluções para bairros afastados do eixo comercial:

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“A gente não pode deixar a inovação restrita a um determinado perímetro da nossa cidade. As pessoas na cidade inteira têm que reconhecer a inovação, têm que ver a inovação, têm que sentir o impacto dela no seu dia a dia.”

Quais são as contrapartidas estabelecidas para a administração municipal?

Em troca da autorização legal para a realização dos testes práticos e operacionais nas ruas, o governo municipal recebe integralmente os relatórios e dados gerados pelas operações de cada startup. Esse fluxo de informações estratégicas possibilita a criação de uma regulação baseada em evidências, identificando com precisão analítica as abordagens que funcionam na prática e os gargalos que apresentam falhas operacionais.

Ainda durante seu discurso, o secretário Osmar Lima ressaltou que esse processo contínuo de experimentação transforma o Rio de Janeiro em um polo de vanguarda não apenas tecnológica, mas também na esfera legislativa e administrativa:

“O Rio de Janeiro, ao fazer esse movimento, não está só trazendo a inovação do ponto de vista tecnológico, mas está se posicionando como uma cidade inovadora sob o ponto de vista regulatório, sob o ponto de vista do poder público e mostra que é possível trazer a inovação para a cidade.”

Quais foram os dez projetos selecionados para o terceiro ciclo?

A lista oficial de aprovados para a nova rodada de testes engloba soluções variadas que vão desde o monitoramento ambiental especializado até ferramentas de segurança pública preventiva. Confira abaixo o detalhamento de cada uma das dez empresas selecionadas e as suas respectivas propostas para a cidade:

  • Aerolabs: Utilização de drones equipados com sistemas de visão computacional para identificar vítimas de afogamento e lançar botes de salvamento de forma automática nas praias cariocas.
  • Aliança Cidade (Projeto ARE): Implementação de Áreas de Revitalização Econômica na região central, unindo o setor privado e os investimentos públicos em frentes de segurança, limpeza e urbanismo.
  • Bettair: Instalação técnica de uma rede de sensores no mobiliário urbano para a realização de monitoramento em tempo real da qualidade do ar e dos níveis de poluição sonora.
  • Biclen (BDM): Criação de bicicletas aquáticas elétricas movidas a energia solar para a coleta sistemática de resíduos flutuantes e microplásticos, com início das operações previsto para a Lagoa Rodrigo de Freitas.
  • ColdLog: Desenvolvimento especializado de módulos refrigerados para motocicletas elétricas, focados inteiramente na logística de medicamentos e vacinas com rastreamento contínuo de temperatura.
  • Criança Protegida (Tooda): Sistema preventivo de segurança nas faixas de areia das praias que utiliza pulseiras com QR code integradas a uma rede digital de comerciantes locais e equipes de guardas municipais.
  • HRios CoreStation 4.0: Estruturação de uma estação flutuante autônoma que emprega inteligência artificial para recolher resíduos sólidos e monitorar a qualidade da água em rios, com foco inicial de ação no Canal do Mangue.
  • Motofog: Uso de motocicletas equipadas com ferramentas de inteligência artificial e sistema de nebulização para o controle de vetores biológicos, como o mosquito transmissor da dengue, em áreas de difícil acesso logístico.
  • naPorta: Operação de um serviço de entrega na última milha voltado estritamente para a democratização do comércio eletrônico em áreas de comunidades, empregando mão de obra de moradores locais para o transporte.
  • Rio Eletrohub (Recar): Instalação de um polo estruturado de integração energética alimentado por painéis solares, oferecendo recursos de recarga ultrarrápida para veículos e estações dinâmicas de troca de baterias.

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