A retirada das tropas dos Estados Unidos da Síria continua a avançar, com a saída de mais uma base militar na segunda-feira. De acordo com informações do ORF, a expectativa é que até março não haja mais presença militar norte-americana no país. O presidente interino Ahmed al-Scharaa está promovendo medidas de pacificação, incluindo uma anistia abrangente, enquanto enfrenta ameaças do Estado Islâmico (IS).
Qual é o impacto da retirada dos EUA?
Na segunda-feira, a base de Kasrak, localizada na província de Hasaka, foi desocupada por dezenas de caminhões com blindados e materiais de construção, seguindo em direção ao Iraque. Esta é a terceira base que os EUA deixam em duas semanas, após a retirada de Schadadi e al-Tanf. As bases eram utilizadas pela coalizão anti-IS liderada pelos EUA e foram entregues ao exército sírio.
Como a Síria está lidando com a transição?
O governo sírio, com apoio de forças curdas, está consolidando o controle na região. Scharaa, que assumiu após a deposição de Bashar al-Assad, decretou uma anistia geral para presos, convertendo penas de prisão perpétua em 20 anos e libertando detentos gravemente doentes ou idosos. No entanto, crimes graves e violações de direitos humanos estão excluídos da anistia.
O que aconteceu com o campo de al-Hol?
O campo de al-Hol, que abrigava principalmente famílias de membros do IS, foi fechado após a realocação de seus ocupantes. O campo, que chegou a abrigar cerca de 24.000 pessoas, era visto como um foco de ideologia extremista. A Síria reassumiu o controle do local após a retirada das forças curdas.
Quais são as ameaças do Estado Islâmico?
O IS anunciou uma “nova fase” de ataques contra a liderança síria. Em seu canal de comunicação, Dabik, um porta-voz do IS ameaçou Scharaa, comparando-o ao ex-presidente Assad. Desde a queda de Assad, o IS realizou seis ataques contra o novo governo, e cinco tentativas de assassinato contra Scharaa foram frustradas, segundo um relatório da ONU.