Resultados recentes em São Paulo demonstram que o reflorestamento pode ser rápido e eficiente, contribuindo significativamente para a segurança hídrica e climática do Brasil. De acordo com informações da Exame ESG, o programa Florestas do Futuro, da Fundação SOS Mata Atlântica, evidenciou que a restauração florestal deve ser tratada como uma política estratégica.
Como a restauração florestal foi realizada?
Em duas áreas de São Paulo, Haras Maripá em Jaguariúna e Sítio Santa Bárbara em Joanópolis, mais de 56 hectares de florestas nativas foram restaurados com 133 espécies plantadas. O processo foi concluído em metade do tempo previsto pela Cetesb, que estima até 20 anos para tais projetos. No Haras Maripá, a restauração atingiu parâmetros técnicos em cinco anos, enquanto no Sítio Santa Bárbara, o ciclo levou dez anos, enfrentando desafios como solo degradado e gramíneas invasoras.
Quais são os impactos e benefícios?
Os resultados mostram que a restauração florestal é uma atividade madura, capaz de recompor vegetação, restaurar funções ecológicas e melhorar a qualidade da água. Além disso, cria corredores de biodiversidade e gera empregos verdes. A iniciativa também reduz a insegurança jurídica para empresas e pessoas físicas que precisam cumprir obrigações ambientais.
- Recomposição de vegetação
- Proteção de nascentes
- Criação de empregos verdes
Qual é o futuro da restauração florestal no Brasil?
O Brasil possui compromissos ambientais ambiciosos e, para transformá-los em realidade, é necessário fortalecer programas estruturados e criar ambientes regulatórios estáveis. A restauração florestal não pode ser uma moeda de troca em relação às florestas maduras, que são santuários de biodiversidade. A Mata Atlântica, que já perdeu mais de 80% de sua cobertura original, não pode esperar mais décadas por oportunidades de recuperação.
“Fragmentos de florestas são ‘santuários’ da biodiversidade e serviços ecossistêmicos e devem ser preservados.”
Fonte original: Exame ESG


