Reino Unido: Defra revela feedback do setor privado sobre políticas de natureza

Data:

Outras notícias

Relatórios ESG vão além da burocracia e se tornam ferramenta de gestão

Especialistas apontam que relatórios de sustentabilidade (ESG) evoluíram para ferramentas estratégicas de gestão. A eficácia depende de três pilares: materialidade, conexão com a estratégia e qualidade dos dados verificados.

Remuneração e desempenho no serviço público federal são temas de debate na gestão

Debate sobre eficiência administrativa analisa como a remuneração impacta a produtividade e o engajamento dos servidores federais no Brasil. Veja os principais desafios para a modernização da gestão.

Querosene de aviação: Petrobras pode elevar preço em até 80% em abril

O reajuste previsto pela petroleira pode impactar diretamente o valor das passagens e a oferta de voos no Brasil. O Ministério de Portos e Aeroportos articula medidas com a Fazenda para tentar conter os danos ao setor aéreo.

Turbina de avião da Delta Airlines explode em decolagem na cidade de Guarulhos

Um avião da Delta Airlines precisou realizar um pouso de emergência após uma turbina pegar fogo durante a decolagem. O incidente ocorreu no Aeroporto de Guarulhos com uma aeronave que tinha como destino a cidade de Atlanta.

Missão Artemis II levará astronautas ao redor da Lua em abril

A Nasa lançará em abril de 2026 a missão Artemis II, que levará quatro astronautas ao redor da Lua. Será o voo humano mais distante da Terra desde as missões Apollo.

O Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido, conhecido pela sigla Defra, divulgou recentemente os resultados de uma consulta realizada junto ao setor privado sobre as políticas nacionais voltadas para a natureza. O levantamento busca alinhar as expectativas de investidores e empresas com as metas governamentais de proteção ambiental e restauração da biodiversidade, refletindo a crescente pressão por transparência em finanças sustentáveis.

De acordo com informações do Responsible Investor, este conjunto de atualizações faz parte de um movimento global para estabelecer padrões mais rígidos no âmbito ESG. Além do feedback governamental, o mercado financeiro observa a movimentação da gestora Legal & General (L&G), que defende a criação de um tratado internacional robusto durante a COP17 de biodiversidade, previsto para ser sediado na Armênia.

Qual é a importância do feedback do setor privado para o Defra?

A revelação das percepções corporativas pelo Defra é crucial para entender como as empresas no Reino Unido pretendem integrar riscos naturais em seus modelos de negócios. O setor privado tem solicitado maior clareza regulatória para que os investimentos em capital natural sejam escaláveis e seguros do ponto de vista jurídico. Sem diretrizes governamentais sólidas, o fluxo de capital para projetos de conservação tende a ser limitado pela incerteza sobre métricas e resultados.

Os pontos levantados pelas instituições financeiras sugerem que há um desejo por incentivos que recompensem práticas regenerativas. As respostas coletadas pelo órgão britânico servirão de base para o refinamento de políticas que impactam desde a agricultura até o desenvolvimento urbano sustentável, garantindo que o país avance em direção às suas metas de neutralidade de carbono e recuperação biológica nas próximas décadas.

— Publicidade —
Google AdSense • Slot in-article

O que propõe a Legal & General para a COP17 de biodiversidade?

Paralelamente às consultas no Reino Unido, a gigante financeira Legal & General está liderando um apelo internacional por um novo marco regulatório global. A proposta, batizada de Acordo de Yerevan, visa estabelecer metas claras e juridicamente vinculantes para a preservação da fauna e flora mundiais. A ideia é replicar o modelo do Acordo de Paris, mas com foco exclusivo na crise de perda de biodiversidade que ameaça cadeias de suprimentos globais.

A escolha de Yerevan como símbolo para este possível acordo remete à futura sede da décima sétima Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica. Para a L&G, a clareza institucional em nível global é a única forma de mobilizar os trilhões de reais necessários para reverter o colapso dos ecossistemas. A instituição acredita que o setor financeiro precisa de um sinal político forte para precificar corretamente os riscos relacionados à natureza em suas carteiras de investimento.

Como as novas diretrizes da SBTi influenciam o mercado?

Outro marco importante discutido no setor é a publicação de guias atualizados pela SBTi (Science Based Targets initiative). A organização lançou orientações específicas para os setores de florestas, terras e agricultura, conhecidas pela sigla FLAG. Estas diretrizes são fundamentais para empresas que possuem uso intensivo de solo, fornecendo caminhos baseados na ciência para que elas possam definir metas de redução de emissões e preservação ambiental de forma verificável.

  • Estabelecimento de metas baseadas em dados científicos para o setor agrícola.
  • Padronização da contabilidade de carbono em solos e florestas.
  • Exigência de compromissos contra o desmatamento em cadeias produtivas.
  • Integração de métricas de biodiversidade nos relatórios financeiros anuais.

Com essas atualizações, a SBTi espera reduzir o chamado greenwashing, garantindo que as promessas corporativas de sustentabilidade sejam acompanhadas por ações práticas e mensuráveis. O foco no setor de uso da terra é estratégico, uma vez que este segmento é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa e, simultaneamente, um dos que mais dependem da saúde dos serviços ecossistêmicos para manter a produtividade econômica.

Assine

- Nunca perca uma notícia importante

- Ganhe acesso a conteúdo premium

- Esteja ligado em todos os nossos canais

Últimas

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here