O Red Bull Bragantino estreou com derrota na edição da Copa Sul-Americana ao ser superado por um a zero pelo Carabobo, da Venezuela. A partida ocorreu na noite desta quinta-feira, nove de abril, no Estádio Misael Delgado, localizado na cidade venezuelana de Valencia. Priorizando a disputa do Campeonato Brasileiro, a equipe paulista entrou em campo com uma formação reserva e sofreu um gol logo nos primeiros minutos do confronto, não conseguindo reverter o placar adverso.
De acordo com informações do UOL Esporte, o revés prematuro condicionou toda a dinâmica da partida. Logo aos oito minutos da etapa inicial, no primeiro avanço ofensivo do time da casa, o jogador Tortolero arriscou um chute de longa distância, obrigando o goleiro Tiago Volpi a espalmar para a linha de fundo. Na cobrança do escanteio resultante, o zagueiro Neira subiu mais alto que a defesa brasileira e cabeceou firme para inaugurar o marcador. A partir desse momento, os mandantes recuaram suas linhas e adotaram uma postura defensiva rígida.
Como o Red Bull Bragantino reagiu ao gol sofrido no início?
Em desvantagem no placar, a formação alternativa comandada pelo técnico Vagner Mancini passou a controlar as ações do jogo. O representante do interior de São Paulo reteve a posse de bola, alcançando índices superiores a setenta por cento ao longo do confronto. A equipe trocava passes desde o setor defensivo, buscando brechas na compacta linha de marcação venezuelana. O atacante Marcelinho chegou a assustar com uma finalização da entrada da grande área que raspou a trave, mas a objetividade ofensiva esbarrou na retranca adversária.
Durante o segundo tempo, o cenário tático permaneceu inalterado. O time paulista manteve o domínio territorial e a ocupação constante do campo de ataque, contudo, a dificuldade de penetração na área rival persistiu. As movimentações ofensivas careciam de contundência para gerar finalizações perigosas. Em uma das raras oportunidades claras criadas, Gustavinho não conseguiu um bom arremate e mandou a bola para fora, frustrando as tentativas de igualar o marcador.
Quais foram as mudanças promovidas pelo técnico Vagner Mancini na etapa final?
Na tentativa de alterar o panorama do duelo, a comissão técnica realizou substituições ao longo da etapa complementar, acionando atletas como Rodriguinho, Gustavo Marques, Lucas Barbosa, Henry Mosquera e Isidro Pitta. Rodriguinho assumiu o protagonismo nas investidas finais, especialmente quando a equipe brasileira apelou para os cruzamentos na área. No entanto, o meia esbarrou em duas boas defesas do goleiro Bruera. Nos minutos derradeiros, o Carabobo utilizou táticas de retardamento de jogo, administrando a vantagem mínima até o apito final do árbitro uruguaio Hernán Heras.
A escalação inicial escolhida evidenciou o foco da instituição no calendário nacional. O sistema defensivo contou com Andrés Hurtado, Eduardo Santos, Pedro Henrique e Cauê. No meio-campo, Fabinho, Ignacio Sosa e Gustavinho tentaram ditar o ritmo de jogo. O setor ofensivo teve Marcelinho, Vinicinho e Jhuan Nunes. Apesar da maior qualidade técnica individual dos atletas brasileiros, o entrosamento da equipe reserva e a solidez tática dos venezuelanos, orientados pelo técnico Daniel Farias, foram fatores determinantes para o resultado final em Valencia.
A derrota na rodada inaugural deixa a equipe paulista em situação delicada no Grupo H da Copa Sul-Americana. A chave é considerada complexa pelos adversários envolvidos. Os próximos compromissos da equipe exigirão recuperação imediata para manter as chances de classificação no torneio continental. Os detalhes do grupo incluem:
- O próximo adversário será o Blooming, da Bolívia, na quinta-feira, dezesseis de abril.
- A partida marcará a estreia do time como mandante, às 21h30 (horário de Brasília).
- O confronto ocorrerá no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista.
- O grupo também conta com a presença do tradicional River Plate, da Argentina.