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Ratinho Jr. cria força-tarefa para restaurar Instituto de Educação em Paranaguá

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Fachada histórica do Instituto de Educação em Paranaguá, mostrando desgaste estrutural e janelas antigas.
Foto: Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) / flickr (pdm)

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, determinou a imediata criação de uma força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) para realizar a avaliação técnica e a recuperação do Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, em Paranaguá. A unidade de ensino, situada no litoral paranaense — região estratégica que abriga um dos maiores portos e polos de exportação do Brasil —, foi atingida por um incêndio neste sábado, 4 de abril de 2026. O incidente mobilizou diversas frentes do governo estadual para assegurar a preservação do patrimônio e a continuidade do calendário acadêmico. A orientação do Executivo é que o Estado apresente um diagnóstico célere para que o processo de restauração ocorra com a máxima agilidade possível.

De acordo com informações da Agência Paraná, a Seed enviará engenheiros especializados de seu quadro técnico e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) para o local do incidente. Estes profissionais ficarão responsáveis por analisar a gravidade dos danos estruturais na edificação, que foi construída em 1927 e é tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná desde 1991. O caso reflete o desafio contínuo de manutenção e segurança de prédios históricos centenários, um problema recorrente em diversas regiões do Brasil. Atualmente, o colégio atende 1.635 estudantes, distribuídos em 53 turmas, com foco majoritário no ensino médio.

Como será feita a avaliação dos danos no instituto?

A avaliação técnica começará assim que a área for totalmente liberada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná. Os especialistas do Fundepar e da Seed realizarão um levantamento detalhado de cada ala atingida pelas chamas para definir o cronograma de obras. O governador ressaltou a importância histórica da instituição para a região litorânea e para a educação paranaense de modo geral.

Determinei ao nosso Corpo de Bombeiros Militar todo o esforço possível para o combate às chamas e, na sequência, que a Secretaria da Educação avalie a dimensão dos danos para que possamos investir o que for necessário, fazendo com que este grande símbolo da educação paranaense volte a atender os nossos alunos o mais rápido possível.

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Quais foram os recursos mobilizados no combate às chamas?

A operação de combate ao fogo no prédio histórico contou com uma estrutura robusta de socorro. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, 45 bombeiros militares e brigadistas de empresas instaladas na região atuaram diretamente na contenção do sinistro. Para o controle total das chamas, foram utilizadas sete viaturas da corporação estadual, além de três veículos provenientes das brigadas de incêndio da Portos do Paraná e de empresas locais, somando-se ainda a dois caminhões-pipa cedidos pela prefeitura local. O trabalho conjunto evitou que o fogo se alastrasse para áreas adjacentes, e não houve registro de vítimas no local.

Haverá interrupção das atividades escolares para os alunos?

A prioridade da gestão estadual é evitar o prejuízo pedagógico aos mais de mil e seiscentos alunos matriculados na instituição. O secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, destacou que as equipes dos Núcleos Regionais de Educação já estão operando em Paranaguá para planejar a realocação dos estudantes. O governo estuda utilizar outros espaços e unidades de ensino próximas para acomodar as turmas enquanto a restauração do prédio histórico é executada.

Vamos colocar todas as forças do governo do estado pra fazer o mais breve possível a restauração do prédio e também a realocação dos estudantes, que é nossa prioridade, para que os estudantes não tenham nenhum prejuízo pedagógico nesse momento.

As circunstâncias que levaram ao início do fogo no Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha, que começou por volta do meio-dia, ainda não foram totalmente esclarecidas. As causas do incêndio serão submetidas a uma perícia técnica minuciosa realizada pela Polícia Científica do Paraná e os fatos serão investigados pela Polícia Civil do Estado do Paraná. O governo reafirma que manterá o acompanhamento constante do caso até a plena normalização das atividades escolares.

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