O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, participou na sexta-feira (10) da cerimônia oficial de abertura da 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina). O evento, realizado no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, é reconhecido como uma das principais vitrines do agronegócio na América Latina. A feira estende sua programação até o dia 19 de abril, focando em inovação tecnológica, geração de negócios e a valorização da cadeia produtiva paranaense.
De acordo com informações da Agência Estadual de Notícias, o governador enfatizou o papel estratégico do estado no cenário global de alimentos. Com o tema “Agro: inteligente, humano e feito de encontros”, a edição atual busca reforçar a conexão entre o setor rural e o cotidiano da população, além de impulsionar a economia local e estadual por meio de rodadas de negócios e exposições técnicas.
Qual é a importância da ExpoLondrina para a economia paranaense?
Durante o evento, Ratinho Junior ressaltou que a feira atua como um termômetro para o setor. Para o chefe do Executivo estadual, o encontro em Londrina permite projetar tendências e consolidar o Paraná como um polo de excelência produtiva. O governador lembrou que o estado se tornou o maior produtor de proteína animal do Brasil, liderando os rankings nacionais de produção de frango e peixe de água doce, além de figurar entre os principais produtores de leite, ovos, suínos e carne bovina.
“A ExpoLondrina, sendo uma das maiores feiras do Paraná, tem a responsabilidade de ditar o ritmo do agronegócio paranaense. É um grande ponto de encontro do setor, onde a gente apresenta o que está sendo feito e projeta o futuro”, afirmou o governador.
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Este crescimento é atribuído a uma série de políticas estruturantes implementadas nos últimos anos. Entre os marcos citados está a suspensão da vacinação contra a febre aftosa em 2019, medida que permitiu a abertura de novos mercados internacionais para a carne paranaense. A estratégia governamental visa transformar o estado no “supermercado do mundo”, agregando valor aos produtos primários por meio da industrialização no campo.
Como o governo estadual apoia o desenvolvimento rural?
O suporte aos produtores ocorre por meio de investimentos em infraestrutura e programas de crédito. O Governo do Estado destacou a pavimentação de estradas rurais e a instalação de mais de 25 mil quilômetros de rede de energia trifásica para modernizar as propriedades. Outro pilar mencionado foi o Banco do Agricultor Paranaense, que concede crédito com juros zero para incentivar a inovação tecnológica nas fazendas.
A presença do estado na feira é viabilizada pelo Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), que promove palestras técnicas e a tradicional Via Rural “Fazendinha”. O espaço de 11 mil metros quadrados é dedicado a ensinar práticas sustentáveis e novas tecnologias de cultivo. Outras instituições, como o BRDE, a Fundação Araucária e a Copel, também oferecem serviços e suporte financeiro aos visitantes e expositores.
- Investimento em mais de 25 mil quilômetros de rede elétrica trifásica;
- Programa Banco do Agricultor Paranaense com juros zero;
- Retirada da vacinação contra febre aftosa para expansão de mercados;
- Fomento à agroindústria para agregação de valor à produção animal.
Quais são os destaques culturais e educacionais desta edição?
Além das atividades comerciais, Ratinho Junior inaugurou um novo complexo cultural no Parque Ney Braga. O espaço abriga o Museu da Sociedade Rural do Paraná e o Aquário de Londrina. A estrutura foi modernizada para oferecer uma experiência educativa, ligando a história do café — base do desenvolvimento da região Norte — com as novas fronteiras da inovação tecnológica.
O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, destacou que a feira atrai olhares internacionais, com a presença de representantes de mais de dez países. O otimismo também é compartilhado por Marcelo Janene El-Kadre, presidente da Sociedade Rural do Paraná, que espera superar os números da edição anterior. No ano passado, o evento movimentou R$ 1,7 bilhão e recebeu mais de 590 mil visitantes.
“A ExpoLondrina é a nossa grande vitrine. É o momento em que mostramos o que somos capazes de fazer, atraímos investimentos e impulsionamos o desenvolvimento econômico”, salientou Tiago Amaral.
A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o IDR-Paraná também ocupam espaços estratégicos na feira, apresentando soluções científicas para problemas do campo. A integração entre academia, governo e setor privado é vista como o motor necessário para manter a competitividade do agro paranaense em um mercado global cada vez mais exigente em termos de sustentabilidade e eficiência.