O preço do carbono na União Europeia caiu 20% este ano, refletindo pressões políticas para revisar o mercado regulado de carbono do bloco. De acordo com informações do Capital Reset, essa queda afetou ações de empresas de energia e levanta questões sobre a eficácia do Sistema de Comércio de Emissões (ETS) da UE.
Por que o ETS é crucial para a política climática europeia?
O ETS é uma peça central na política climática europeia, impondo limites de emissões a setores intensivos em carbono. Empresas que conseguem reduzir suas emissões além do exigido podem vender o excedente, incentivando a transição para energias renováveis. No entanto, a próxima fase do ETS visa reduzir a distribuição de cotas gratuitas para setores como o aço e o cimento, forçando investimentos em descarbonização.
Quais são os desafios enfrentados pela indústria europeia?
Especialistas afirmam que, para que a transição para tecnologias verdes seja economicamente viável, o preço do carbono precisaria aumentar significativamente. Atualmente, o preço está em torno de 70 euros por tonelada, mas para incentivar mudanças significativas, deveria estar entre 100 e 200 euros. O chanceler alemão, Friedrich Merz, destacou a necessidade de revisar o sistema se ele não se mostrar eficaz.
Como o Brasil se posiciona no mercado de carbono?
O Brasil está se preparando para integrar mercados de carbono, com uma coalizão que inclui a China e a UE. Além disso, o país está desenvolvendo seu próprio Sistema de Comércio de Emissões, que destinará a maior parte da receita ao Fundo Clima, gerido pelo BNDES, para financiar a descarbonização industrial.
Fonte original: Capital Reset.


