Quatro pessoas morreram após a queda de um avião de pequeno porte em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul. A tragédia ocorreu por volta das 10h30 desta sexta-feira (3 de abril de 2026), momento em que a aeronave despencou e explodiu, gerando uma imensa nuvem de fumaça na região urbana. O impacto atingiu diretamente um restaurante e afetou residências próximas ao local da queda.
De acordo com informações do G1 e do Jornal Nacional, o monomotor realizava uma viagem interestadual com o objetivo de transportar dois passageiros de volta ao interior paulista. As autoridades confirmaram que todas as pessoas a bordo da aeronave faleceram instantaneamente devido à gravidade da colisão e da subsequente explosão no solo.
Como foi a rota da aeronave antes da queda?
O roteiro de voo do monomotor envolveu três estados brasileiros antes do acidente fatal. A dinâmica do trajeto percorrido pela aeronave até o momento do desastre foi detalhada pelas autoridades que acompanham o caso. O planejamento da viagem incluía as seguintes etapas principais:
- A decolagem inicial ocorreu na cidade de Itápolis, localizada no interior do estado de São Paulo.
- Foi realizada uma parada técnica para o reabastecimento do avião no aeroporto do município de Forquilhinha, em Santa Catarina.
- A aeronave seguiu viagem até Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, onde pousou para o embarque de dois passageiros.
- O acidente aconteceu logo após a nova decolagem, quando o voo retornaria para o interior paulista.
Quem estava a bordo do avião de pequeno porte?
O Corpo de Bombeiros e os órgãos de segurança confirmaram que quatro pessoas ocupavam a aeronave no momento do desastre. As vítimas fatais incluem os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, que haviam acabado de embarcar na cidade gaúcha. A tripulação era composta pelos pilotos Nelio Maria Batista Pessanha e Renan Eduardo Saes. Não houve sobreviventes.
O que relatam as testemunhas sobre o impacto no restaurante?
Moradores e trabalhadores da região presenciaram os momentos de terror nos instantes finais do voo. Segundo os bombeiros que atenderam a ocorrência, o avião colidiu violentamente contra um poste de energia elétrica situado nas proximidades do fim da pista de decolagem. Após esse primeiro choque, o monomotor caiu sobre o telhado de um restaurante local. Por sorte, o estabelecimento comercial encontrava-se fechado durante o horário do acidente.
O caminhoneiro Silvio Dias Luiz Júnior, que estava nas imediações e acompanhou a tentativa frustrada de ganho de altitude da aeronave, descreveu a dinâmica da queda:
“Ele subiu, não chegou a subir totalmente, ele subiu, perdeu as forças, tava dando um barulho no motor, ele quase pegou na oficina aqui, pegou no poste, engatou no poste e foi de bico ali e deu aquela explosão.”
Quais foram as medidas adotadas pela Defesa Civil e bombeiros?
Imediatamente após a explosão, as equipes de resgate foram acionadas para conter as chamas e evitar que o fogo se alastrasse para as moradias vizinhas ao restaurante destruído. O perímetro urbano onde ocorreu a tragédia precisou ser totalmente isolado ainda no final da manhã para garantir a segurança dos moradores e permitir o trabalho das equipes de emergência.
A atuação rápida dos socorristas foi fundamental para a evacuação da área. A tenente Sabrina Ribas, que atua como coordenadora de Comunicação da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, explicou as providências tomadas no local:
“A gente teve a explosão, imediatamente a gente chegou aqui no local e conseguimos retirar essas pessoas das residências próximas. Nós não tivemos nenhuma pessoa registrada, ferida, nas circunstâncias desse local ali nas residências próximas.”
Como será conduzida a investigação da tragédia aérea?
Durante a tarde, os profissionais do Corpo de Bombeiros, os agentes da Defesa Civil e os peritos do Instituto Geral de Perícias trabalharam ininterruptamente. O foco esteve na operação de rescaldo da área atingida pelo fogo e na coleta dos primeiros vestígios. O isolamento do cenário da queda é um procedimento padrão e estritamente necessário para preservar os destroços.
A responsabilidade por apurar tecnicamente as causas do acidente aéreo ficará a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB). Os investigadores especializados em aviação civil analisarão os fragmentos do monomotor, o histórico de manutenção da aeronave, as condições climáticas e os depoimentos das testemunhas oculares para determinar os fatores que levaram o avião a perder força e colidir com o poste de energia logo após deixar a pista em Capão da Canoa.


