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Quadras de tênis de saibro verde podem absorver dióxido de carbono da atmosfera, apontam pesquisadores

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Pesquisadores apontaram, em estudo divulgado em março de 2026, que as quadras de tênis de saibro verde são capazes de absorver quantidades significativas de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. O fenômeno ocorre por meio de um processo geológico conhecido como intemperismo acelerado de rochas, transformando superfícies esportivas comuns em ferramentas ativas para a mitigação dos efeitos do aquecimento global.

De acordo com informações publicadas pelo portal Anthropocene em março de 2026, a utilização de minerais específicos na composição dessas quadras permite uma reação química natural que captura o carbono. Esse avanço destaca o potencial de infraestruturas urbanas pré-existentes para contribuir com metas ambientais sem a necessidade de grandes intervenções tecnológicas complexas.

O que é o processo de intemperismo acelerado de rochas?

O intemperismo acelerado é uma técnica de engenharia climática que mimetiza o ciclo natural do carbono na Terra. Na natureza, as rochas silicatadas reagem com o CO2 dissolvido na água da chuva, transformando o gás em bicarbonatos estáveis que acabam sendo transportados para os oceanos. Esse processo natural leva milhões de anos para regular o clima do planeta.

A versão acelerada proposta pelos cientistas envolve moer essas rochas em partículas finas, aumentando drasticamente a área de superfície disponível para a reação química. Quando aplicadas em solos ou, neste caso, em quadras de tênis, as partículas de basalto ou outros silicatos reagem muito mais rápido com o ar, aprisionando o carbono de forma permanente em uma escala de tempo humana, e não geológica.

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Como as quadras de tênis de saibro verde atuam na captura de CO2?

As quadras de saibro verde, comuns em clubes e centros esportivos, utilizam frequentemente pedras britadas de minerais basálticos. No Brasil, esse tipo de piso aparece em estruturas esportivas e de lazer, o que ajuda a situar o potencial da tecnologia em ambientes urbanos e de uso coletivo. O basalto é uma rocha vulcânica rica em cálcio e magnésio, elementos fundamentais para a reação de carbonatação. Ao serem mantidas e irrigadas para a prática esportiva, essas quadras criam o ambiente ideal para que o mineral reaja com o dióxido de carbono atmosférico.

Diferente das quadras de saibro tradicional (vermelho), que utilizam argila ou tijolo moído, a versão verde oferece uma composição química superior para o sequestro de carbono. Os pesquisadores notaram que a manutenção regular dessas áreas, que inclui a reposição de material e a exposição constante aos elementos, otimiza a taxa de absorção, tornando-as sumidouros de carbono inesperadamente eficientes em áreas urbanas densamente povoadas. Em um país com grandes centros urbanos e ampla rede de clubes e equipamentos esportivos, a aplicação prática desse tipo de solução pode interessar ao debate sobre infraestrutura urbana e redução de emissões.

Qual o impacto potencial desta descoberta para o planejamento urbano?

A integração de soluções de sequestro de carbono em equipamentos de lazer pode redefinir como as cidades abordam a sustentabilidade. A possibilidade de transformar espaços esportivos em ativos ambientais permite que governos e entidades privadas alcancem compensações de emissões de maneira descentralizada. Além das quadras de tênis, o conceito de intemperismo acelerado pode ser expandido para:

  • Canteiros centrais e gramados de parques públicos;
  • Bases de trilhas e caminhos em jardins botânicos;
  • Substratos de telhados verdes em grandes edifícios;
  • Camadas de drenagem em estádios de futebol.

Embora uma única quadra não resolva a crise climática global, a adoção sistêmica de materiais basálticos em infraestruturas recreativas representa um passo importante. A estratégia une o benefício social do esporte com a necessidade urgente de tecnologias de emissão negativa, mostrando que a inovação climática também pode surgir em espaços cotidianos e de uso público.

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