O programa Provoca desta terça-feira, 31 de março de 2026, recebe o jornalista, escritor e correspondente internacional Jamil Chade para entrevista com Marcelo Tas. A atração, que vai ao ar às 22h30 na TV Cultura, trará uma análise sobre o cenário geopolítico atual, marcado por tensões políticas e questionamentos sobre o futuro das democracias.
De acordo com informações do UOL Notícias, o convidado parte de uma viagem recente aos Estados Unidos para discutir o enfraquecimento do chamado “sonho americano”, o aumento das desigualdades e a situação de populações historicamente negligenciadas, como as comunidades indígenas.
O que Jamil Chade diz sobre o enfraquecimento do “sonho americano”?
O jornalista afirma que o mito do sonho americano perdeu força. Ele questiona o que acontece quando as narrativas fundadoras de uma nação perdem credibilidade junto à população.
Chade também aborda o fortalecimento do sistema de imigração nos Estados Unidos, com expansão do aparato estatal e consequências diretas sobre os imigrantes.
Como Jamil Chade avalia o papel atual dos Estados Unidos no mundo?
Segundo o correspondente, o país vive uma crise existencial como potência global. Ele aponta que a Organização das Nações Unidas já não consegue responder adequadamente aos desafios contemporâneos. A ONU foi criada no pós-Segunda Guerra Mundial e tem sede em Nova York, sendo um dos principais fóruns multilaterais para temas de segurança, direitos humanos e cooperação internacional.
“Hoje nós temos uma situação na qual existem duas opções: reforma ou colapso”
A avaliação faz parte da entrevista que será exibida pela TV Cultura. O jornalista, que acompanha de perto as relações internacionais há décadas, traça um panorama crítico da arquitetura multilateral construída após a Segunda Guerra Mundial.
Qual o risco apontado por Jamil Chade para as eleições e a democracia?
O uso de inteligência artificial e algoritmos nas campanhas eleitorais é outro tema central. Chade alerta para o risco de distorção da percepção da realidade e de interferência silenciosa no processo democrático.
“Eu tenho muito medo de estarmos vivendo um hackeamento da democracia”
Apesar do tom crítico, o jornalista defende que não se deve abandonar a esperança. Ele ressalta que, em suas viagens e reportagens pelo mundo, percebeu que as semelhanças entre os seres humanos são maiores do que as diferenças culturais ou nacionais.
“A gente chora pelos mesmos motivos, sonha pelas mesmas coisas”
A entrevista, conduzida por Marcelo Tas, busca ir além das análises superficiais e oferecer ao espectador uma reflexão mais profunda sobre o momento vivido pela ordem internacional. O programa vai ao ar às 22h30 na TV Cultura e deve repercutir entre quem acompanha o debate sobre política externa e direitos humanos.
Jamil Chade é um dos principais correspondentes brasileiros na Europa, com base em Genebra, e acumula décadas de experiência cobrindo organismos multilaterais como a ONU e a OMC. Seu trabalho é reconhecido pela capacidade de traduzir temas complexos do cenário internacional para o público brasileiro.
