Na última semana, um projeto de lei que visava proibir o uso do pesticida paraquat foi adiado na Casa dos Delegados da Virgínia. A decisão foi tomada após o Comitê de Agricultura, Chesapeake e Recursos Naturais votar unanimemente, 22-0, para postergar a medida para o próximo ano, sem fornecer muitas explicações. De acordo com informações do Inside Climate News, o paraquat é utilizado em mais de 200 mil acres na Virgínia, abrangendo culturas como milho, soja, algodão e tabaco.
Por que o paraquat é controverso?
O pesticida é conhecido por sua letalidade em humanos, sendo absorvido rapidamente pelo corpo sem antídoto disponível. Mesmo pequenas quantidades podem causar falência de órgãos. Apesar de ser proibido em 70 países, nenhum estado dos EUA ainda baniu o paraquat, embora alguns estejam considerando a ideia. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA permite seu uso sob regras estritas.
“Este é um projeto de lei específico sobre um pesticida único, nada mais, nada menos”, afirmou Del. Nadarius Clark, patrocinador do projeto.
Quais são os argumentos a favor e contra o banimento?
Os defensores do banimento, como o Environmental Working Group e a Michael J. Fox Foundation, destacam que o paraquat representa menos de 2% do uso de pesticidas na Virgínia. Um estudo de 2024 do National Institute of Health indicou que a exposição ao paraquat aumenta o risco de doença de Parkinson. Por outro lado, o Virginia Farm Bureau argumenta que a proibição exigiria o uso de múltiplos outros pesticidas.
Qual o papel da administração de Spanberger?
A governadora recém-eleita, Abigail Spanberger, uma democrata moderada, ainda não se posicionou sobre o projeto. Entre suas primeiras nomeações está Katie K. Frazier, que enfatizou a importância de liderar a economia agrícola da Virgínia em tempos desafiadores.
“Estamos comprometidos em manter e crescer as principais indústrias privadas de agricultura e silvicultura do nosso estado”, disse Frazier.
Fonte original: Inside Climate News