O Governo do Estado do Paraná inicia, em abril de 2026, uma nova etapa do Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná), que prevê o atendimento de mais de oito mil animais em 47 municípios paranaenses. A primeira ação do cronograma ocorre nesta quarta-feira, 1º de abril, no município de Marquinho, na região Centro-Sul do estado. De acordo com informações da Agência Paraná, as atividades integram o quinto ciclo do projeto, iniciado originalmente em novembro do ano passado.
A iniciativa é direcionada especificamente para animais de estimação pertencentes a famílias de baixa renda, além de bichos vinculados a organizações da sociedade civil e protetores independentes. Para viabilizar esta fase, a administração estadual destinou um investimento de R$ 19,8 milhões, o que representa um crescimento de 106% em comparação ao quarto ciclo do programa, encerrado em maio do ano anterior, quando foram aplicados R$ 9,6 milhões. A castração de cães e gatos costuma ser tratada por gestores públicos como uma medida de saúde pública, por ajudar no controle populacional e na prevenção de zoonoses.
Qual é a contrapartida exigida dos municípios participantes?
Além do repasse estadual, as prefeituras parceiras devem investir aproximadamente R$ 1,8 milhão como contrapartida. Esse montante é destinado a ações complementares de saúde pública e conscientização. O planejamento inclui a impressão de 469 mil cartilhas educativas sobre o combate aos maus-tratos, a aplicação de 731 mil vacinas antirrábicas e a produção de 582 mil placas temáticas focadas na preservação da biodiversidade local.
O programa vai além da esterilização cirúrgica, incorporando diretrizes de educação para a tutela responsável. Esse componente educativo é obrigatório para a participação das cidades e visa sensibilizar, sobretudo, crianças e adolescentes sobre o bem-estar animal. O Estado também realiza a fiscalização das atividades e promove palestras informativas sobre zoonoses, protocolos de vacinação e desvermifugação, fortalecendo a rede de proteção animal em conjunto com ONGs e voluntários. Embora seja uma política estadual, a iniciativa se insere em uma agenda presente em outras regiões do país, onde campanhas de castração são adotadas como instrumento de proteção animal e apoio à saúde coletiva.
Como os tutores podem garantir a participação no programa?
Para agendar o procedimento, os cidadãos interessados devem procurar diretamente os pontos de atendimento estabelecidos pelas prefeituras de suas respectivas cidades. No ato da inscrição, os tutores recebem orientações detalhadas sobre os cuidados pré e pós-operatórios. O CastraPet Paraná também fornece, de forma gratuita, a medicação necessária para a recuperação do animal e realiza a implantação de um microchip eletrônico, permitindo a identificação e o monitoramento sistemático do pet.
O projeto é coordenado pelo Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), e fundamenta-se no conceito de Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental. A meta do governo é que, até o final do segundo semestre de 2026, o serviço alcance todos os 399 municípios do Paraná. A agenda de atendimentos para o mês de abril está organizada da seguinte forma:
- 1º/4: Marquinho
- 2/4 a 4/4: Maringá e Palmital
- 5/4: Nova Esperança
- 6/4: Mato Rico e Presidente Castelo Branco
- 7/4 a 9/4: Altamira do Paraná, Astorga, São Jorge do Ivaí, Ourizona, Diamante do Sul, Doutor Camargo, Ivatuba, Nova Laranjeiras e Paiçandu
- 10/4 a 12/4: Ângulo, Laranjeiras do Sul, Atalaia e Mandaguaçu
- 13/4 a 15/4: Cantagalo, Flórida, Munhoz de Mello e Virmond
- 16/4 a 18/4: Jaguapitã, Porto Barreiro, Saudade do Iguaçu e Sulina
- 20/4: Chopinzinho
- 21/4 a 23/4: Braganey, Campo Bonito, São João, Corbélia, Iguatu, Verê, Cafelândia e Francisco Beltrão
- 24/4 a 26/4: Nova Aurora, Iracema do Oeste, Marmeleiro, Tupãssi e Assis Chateaubriand
- 27/4 a 30/4: Formosa do Oeste, Vitorino, Pato Branco, Quarto Centenário, Goioerê e Mariluz

