O preço dos combustíveis voltou a registrar alta no estado do Amazonas nesta sexta-feira, 3 de abril de 2026. A Refinaria da Amazônia (Ream) reajustou o valor da gasolina vendido às distribuidoras, elevando o custo do litro para R$ 4,17. De acordo com informações da Radioagência Nacional, a medida reflete uma sequência de oscilações no mercado regional, impactando diretamente o bolso do consumidor final em Manaus e no interior do estado devido aos elevados custos da logística amazônica.
O aumento de 21 centavos ocorre em um intervalo inferior a dez dias após uma breve redução anunciada no fim de março. Com o novo reajuste, o valor cobrado pela refinaria subiu de R$ 3,96 para R$ 4,17. Esse montante é aplicado integralmente tanto para a modalidade em que a distribuidora retira o produto na unidade quanto para os casos em que a própria refinaria realiza a entrega. Este já é o sexto reajuste aplicado pela instituição somente no decorrer do ano de 2026, evidenciando a instabilidade do setor.
Qual é o impacto dos preços da gasolina nos postos de Manaus?
Na capital amazonense, o reflexo da mudança nas refinarias foi imediato e sentido pelos motoristas logo nas primeiras horas do dia. O preço da gasolina comum nas bombas saltou de R$ 7,29 para R$ 7,59 por litro. Já a versão aditivada passou a ser comercializada por R$ 7,79. A variação é ainda mais acentuada quando observada em um intervalo de 30 dias: no início de março, o combustível era vendido por R$ 6,99, o que demonstra uma elevação considerável em um curto período de tempo.
A instabilidade tem gerado preocupação constante entre motoristas de aplicativo, taxistas e setores produtivos que dependem do transporte rodoviário e fluvial. A Refinaria da Amazônia (Ream), antiga Refinaria Isaac Sabbá (Reman) adquirida pelo Grupo Atem em 2022, opera com política de preços própria. Diferente da média nacional gerida pela Petrobras, a unidade privatizada adota a política de paridade de importação (PPI) e tem mantido uma dinâmica de atualizações frequentes baseada em variáveis do mercado internacional. Esse contexto explica por que os valores locais são frequentemente mais altos e contribui para a volatilidade percebida diretamente nas bombas de abastecimento em todo o estado.
Como o preço do diesel está afetando a economia regional?
Além da gasolina, o diesel também apresentou uma trajetória de alta e atingiu o patamar de R$ 6,60 nas refinarias, consolidando uma tendência de elevação observada ao longo de todo o mês de março. O custo do diesel é considerado um fator crítico para a inflação de alimentos e serviços na região Norte, uma vez que o transporte de cargas no Amazonas é fortemente dependente desse insumo para percorrer longas distâncias fluviais e terrestres.
Para tentar mitigar os efeitos dessa pressão inflacionária, o Governo Federal discute atualmente a implementação de um subsídio específico para o diesel. A proposta em análise prevê um suporte financeiro de até R$ 1,20 por litro, montante que seria dividido entre os cofres da União e os governos estaduais. O objetivo central é criar um mecanismo de amortecimento para evitar que as altas internacionais sejam integralmente repassadas ao consumidor brasileiro.
A situação no Amazonas segue sendo acompanhada por órgãos de fiscalização, que buscam garantir a transparência nos repasses. A sequência de seis reajustes em apenas quatro meses coloca a economia local em um cenário de atenção. Os principais pontos de impacto nos preços são os seguintes:
- Preço da gasolina na refinaria: R$ 4,17;
- Aumento por litro na refinaria: R$ 0,21;
- Preço médio da gasolina comum em Manaus: R$ 7,59;
- Preço da gasolina aditivada na capital: R$ 7,79;
- Valor do diesel na refinaria: R$ 6,60;
- Subsídio federal em estudo para o diesel: R$ 1,20.
A continuidade desta política de preços dependerá das condições do mercado global de petróleo e do desfecho das negociações sobre o subsídio governamental. Enquanto as medidas não são oficializadas, o consumidor amazonense enfrenta o segundo aumento consecutivo em menos de um mês, pressionando o orçamento das famílias e os custos operacionais das empresas locais.

