A Portos do Paraná, empresa pública responsável pela administração portuária do estado, anunciou, nesta quarta-feira (1º de abril), a conclusão da contratação da empresa que executará a segunda etapa das obras de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL) no Porto de Paranaguá. Localizado no litoral paranaense, o porto é o segundo maior do Brasil em movimentação de cargas e um polo logístico fundamental para as exportações do agronegócio nacional. De acordo com informações da Agência Paraná, o investimento total previsto para esta fase é de R$ 100,3 milhões. O projeto visa adequar a infraestrutura portuária, originalmente construída na década de 1940, para as novas exigências do mercado logístico internacional.
O cronograma oficial estabelece um prazo de 13 meses para a finalização dos trabalhos, contados a partir da emissão da ordem de serviço. A iniciativa é considerada estratégica para elevar a eficiência e a competitividade do complexo portuário paranaense, resolvendo limitações históricas que impedem a recepção de embarcações de grande escala. A modernização permitirá que o porto acompanhe a evolução tecnológica dos navios modernos.
Qual é o objetivo central do investimento no píer de líquidos?
A principal meta da Portos do Paraná com este aporte é possibilitar a atracação de navios maiores, considerando tanto o comprimento total (LOA) quanto o calado — a profundidade necessária para que a embarcação flutue sem tocar o fundo. O diretor de Engenharia e Manutenção da autarquia, Victor Kengo, reforça que a atualização tecnológica é vital para a sobrevivência comercial da estrutura.
O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias. Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado.
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Atualmente, o PPGL opera com restrições técnicas, permitindo apenas embarcações com até 190 metros de comprimento e 11,60 metros de calado. Com a atualização das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência em 2025, o Porto de Paranaguá passou a ter autorização para receber navios com até 13,30 metros de calado, tornando a reforma física indispensável para aproveitar essa nova capacidade normativa.
Quais são as melhorias técnicas previstas na segunda etapa?
O projeto de engenharia contempla a instalação de estruturas navais avançadas. Entre as melhorias, destaca-se a construção de um dolfim de amarração, que é uma estrutura fixa isolada feita com estacas e concreto armado para garantir a segurança dos navios fora do cais. Além disso, serão instalados dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto físico no momento em que as embarcações se aproximam do píer.
A obra também prevê uma nova plataforma de operação e a otimização de toda a conexão logística com os terminais retroportuários. Esse conjunto de intervenções visa agilizar o processo de carga e descarga de granéis líquidos, reduzindo o tempo de espera dos navios e aumentando o volume de produtos movimentados por hora.
Como foi estruturada a primeira fase das obras?
O processo de modernização do PPGL é contínuo e teve sua fase inicial iniciada em 2025. Naquele estágio, foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização da infraestrutura básica. Diversas frentes de trabalho foram executadas para preparar o terreno para a expansão atual, incluindo:
- Construção de um dolfim de apoio, já devidamente finalizado;
- Substituição integral das defensas de proteção;
- Instalação de sistemas de monitoramento e atracação guiados a laser;
- Modernização das instalações elétricas e do sistema de iluminação;
- Implementação de nova estrutura para a elevação de mangotes.
Qual a representatividade dos granéis líquidos na economia paranaense?
A movimentação de líquidos desempenha um papel crucial na balança comercial do estado. No ano de 2025, este segmento representou 12,75% de toda a movimentação anual nos portos do Paraná. A exportação foi impulsionada pelo óleo de soja, com 848.253 toneladas, e pelo óleo combustível, com 461.692 toneladas enviadas ao mercado externo.
No âmbito das importações, o porto registrou números significativos que justificam o investimento de R$ 100,3 milhões:
- Óleo diesel: 3.245.872 toneladas importadas;
- Metanol: 1.383.673 toneladas importadas.
Com a conclusão definitiva das obras, a Portos do Paraná espera consolidar o terminal de Paranaguá como referência em segurança operacional e agilidade logística, garantindo que o estado continue atraindo grandes operadores internacionais do setor de energia e agronegócio.

