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Pix na Colômbia: Petro pede a Lula expansão do sistema após ameaças de Trump

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, propôs neste domingo, 5 de abril de 2026, que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva expanda o sistema de pagamentos instantâneos Pix para o território colombiano. A solicitação, realizada por meio das redes sociais, surge como uma resposta diplomática e econômica direta às recentes ameaças do governo dos Estados Unidos. Sob a administração de Donald Trump, Washington estuda aplicar restrições ao sistema brasileiro, levantando debates sobre soberania financeira na região.

De acordo com informações do Metrópoles, o pedido de Petro visa contornar as investigações norte-americanas que ameaçam incluir a ferramenta na chamada lista da OFAC (Office of Foreign Assets Control, ou Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, órgão vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA). A ofensiva de Trump contra o sistema de pagamentos brasileiro gerou forte reação do líder colombiano, que enxerga na tecnologia desenvolvida pelo Banco Central do Brasil e lançada em 2020 uma oportunidade para unificar a América Latina fora do escrutínio direto de Washington.

Por que o presidente colombiano defende o Pix?

A defesa do sistema brasileiro por parte do governo colombiano transcende a mera conveniência tecnológica, adentrando profundamente o campo da geopolítica. Para Gustavo Petro, a ferramenta representa um mecanismo viável de integração das economias latino-americanas. Ao adotar uma plataforma desenvolvida regionalmente, os países sul-americanos poderiam reduzir a dependência de sistemas de transferências internacionais tradicionalmente monitorados e controlados por potências do Norte Global.

Em sua manifestação nas redes sociais, o mandatário da Colômbia foi enfático ao rejeitar a interferência externa nas finanças sul-americanas e instigar o Brasil a ignorar as pressões internacionais sobre seus ativos tecnológicos.

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Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia e que deixe de considerar a lista OFAC, que já não serve

Conforme destacado em reportagem do Brasil 247, que repercutiu dados da RTVC, o debate regional sobre soberania financeira ganha força diante do sucesso estrondoso do sistema no Brasil. Apenas no ano de 2025, o Pix registrou uma movimentação recorde de R$ 35,36 trilhões. Esse volume consolidou a ferramenta como o principal meio de transferência instantânea no mercado brasileiro, ampliando substancialmente a inclusão bancária e atraindo a atenção de nações vizinhas que buscam modernizar suas próprias infraestruturas econômicas e reduzir custos operacionais.

Como as sanções americanas impactam o cenário global?

As ameaças de Donald Trump de utilizar a lista da OFAC contra inovações financeiras estrangeiras foram duramente criticadas por Petro. O presidente colombiano classificou o sistema de sanções dos Estados Unidos como “aberrante”, argumentando que tais medidas punitivas são frequentemente guiadas por uma visão política de extrema direita que falha em respeitar e compreender a diversidade econômica global contemporânea.

Na visão do líder colombiano, a imposição de barreiras financeiras unilaterais prejudica diretamente o desenvolvimento econômico de nações emergentes e fere os princípios básicos de uma comunidade internacional equilibrada. Ele aproveitou o momento de tensão diplomática para defender publicamente a construção de uma governança global mais justa, plural e multipolar.

Sem diferenciação política na humanidade, a humanidade perece. A extrema direita não entende que a base diversa da humanidade é sua riqueza e que não deve ser eliminada, porque então não há humanidade. Por isso é tão necessária uma governança global democrática

Além das questões puramente financeiras e tecnológicas, Gustavo Petro revelou ter conversado diretamente com o presidente norte-americano Donald Trump sobre o atual estado da geopolítica mundial, tecendo duras críticas aos recentes conflitos internacionais armados. Segundo o colombiano, “as guerras não servem para nada” e apenas garantem que a humanidade, como um todo, saia perdendo em termos de vidas e retrocesso econômico.

Quais são os pilares da proposta colombiana?

A movimentação do presidente da Colômbia sinaliza uma tentativa clara de criar um bloco de resistência econômica e tecnológica na América do Sul. Os pontos centrais levantados pelo pedido a Luiz Inácio Lula da Silva envolvem:

  • A expansão do sistema Pix para países vizinhos como ferramenta prática de integração das economias latino-americanas.
  • A rejeição diplomática e institucional ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos Estados Unidos.
  • A busca incansável por soberania digital e financeira frente às contínuas ameaças de sanções do governo de Donald Trump.
  • O fomento de uma governança internacional verdadeiramente democrática que respeite a diversidade de sistemas econômicos e políticos ao redor do mundo.

Até o fechamento desta reportagem, o Palácio do Planalto e o Ministério da Fazenda do Brasil não haviam emitido comunicados oficiais sobre a viabilidade técnica, jurídica ou diplomática de exportar a infraestrutura do Pix para a Colômbia nos moldes exigidos por Gustavo Petro. Contudo, o Banco Central do Brasil já esteve envolvido em discussões anteriores com diversas organizações internacionais para explorar e testar a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos através das fronteiras.

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