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Pix: Flávio Bolsonaro nega fim do sistema se eleito e acusa PT de querer taxação

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O senador Flávio Bolsonaro durante sessão do Plenário do Senado Federal sobre o PLS 163/2018-Complementar, que tem por objeti
O senador Flávio Bolsonaro durante sessão do Plenário do Senado Federal sobre o PLS 163/2018-Complementar, que tem por objetivo ajudar na recuperação fiscal dos estados e do Distrito Federal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil — EBC/Agência Brasil — CC BY 3.0 BR

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), utilizou suas plataformas digitais na quinta-feira (2 de abril) para afastar categoricamente os rumores de que pretenderia extinguir o Pix caso vença as eleições. Em um vídeo direcionado aos seus eleitores nas redes sociais, o parlamentar classificou a afirmação como uma mentira disseminada pela oposição e aproveitou o momento para realizar duros ataques ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando o governo em exercício de ter o desejo de tributar o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil.

A polêmica ganha força em um momento de acirramento da pré-campanha eleitoral, na qual a ferramenta financeira se tornou pauta do debate público. De acordo com informações do Poder360, o senador carioca fez questão de atrelar a paternidade da tecnologia ao mandato de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora lançado em novembro de 2020, o desenvolvimento da plataforma pelo Banco Central teve início em 2018, ainda na gestão de Michel Temer.

“Para a esquerda e para o PT, parece que todo dia é dia de mentir. E a fake news de hoje? O PT dizendo que eu vou acabar com o Pix. É lógico que é uma mentira, uma loucura, sem pé nem cabeça. O Pix já é um patrimônio brasileiro. É um legado muito importante, criado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro”, declarou Flávio Bolsonaro no material divulgado.

Como a equipe de campanha está combatendo os boatos?

Para frear a disseminação das notícias falsas, a equipe do pré-candidato do PL tem adotado estratégias tecnológicas modernas, incluindo o uso de inteligência artificial e uma intensa atividade nas redes sociais. Antes mesmo da veiculação do atual vídeo de esclarecimento direto, Flávio já havia publicado um conteúdo específico no qual simulava perguntas ao sistema ChatGPT. Na simulação, a inteligência artificial era questionada sobre a possibilidade de o político encerrar o serviço de pagamentos, uma tática visual projetada para reforçar sua promessa de manutenção do sistema perante o eleitorado digital.

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Além de realizar a defesa de sua plataforma, o senador adotou uma postura ofensiva contra o Partido dos Trabalhadores. Na sua visão, o perigo iminente para os usuários do sistema não é o seu cancelamento, mas sim uma suposta oneração por parte da atual administração federal.

“O sonho do PT e do Lula é taxar o Pix, já que eles não podem ver um bolso que já querem meter a mão, querem taxar e querem imposto”, disparou o parlamentar no vídeo.

O que diz o atual governo e como a ferramenta é vista no exterior?

A defesa irrestrita do modelo de pagamentos também ecoou nos corredores do atual Poder Executivo. Na mesma quinta-feira (2 de abril), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações públicas assegurando a permanência e a evolução da ferramenta financeira no país. Conforme noticiado pela CNN Brasil, o líder petista rechaçou qualquer possibilidade de retrocesso nos serviços prestados à população.

“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando para a sociedade brasileira. O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que cada vez mais ele possa atender a necessidade de mulheres e homens deste país”, afirmou Lula.

Longe da polarização eleitoral brasileira, a tecnologia enfrenta pesadas resistências no cenário diplomático e comercial internacional. Um documento oficial publicado nesta semana pelo Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), um braço estratégico da Casa Branca, apontou a ferramenta monetária brasileira como uma barreira imposta aos interesses americanos no setor de comércio exterior. A eficiência e a ausência de tarifas do sistema representam um desafio competitivo direto para as gigantes americanas de cartões de crédito e remessas internacionais.

Este atrito internacional envolvendo a economia digital do Brasil tem raízes em gestões anteriores. O histórico de pressões externas inclui uma série de fatores relevantes:

  • Reclamações contundentes registradas pelo governo dos Estados Unidos ainda durante a administração do ex-presidente Donald Trump.
  • A inclusão do sistema brasileiro em uma extensa lista de insatisfações e reclamações registradas em julho de 2025.
  • O avanço de um processo de investigação comercial conduzido pelas autoridades norte-americanas especificamente contra as políticas comerciais e financeiras adotadas pelo Brasil.

Fontes consultadas

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