Trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988 podem ter valores esquecidos no antigo fundo PIS/Pasep e já podem consultar pela internet se têm direito ao ressarcimento. Um novo grupo poderá sacar o benefício a partir desta quarta-feira, 25 de março de 2026, com pagamentos iniciais para quem fez o pedido até 28 de fevereiro. De acordo com informações do g1 Economia, a consulta é gratuita e pode ser feita pelo site Repis Cidadão ou pelo aplicativo do FGTS, com acesso por conta gov.br.
Segundo o governo, o saldo médio disponível é de cerca de R$ 2,8 mil por pessoa, mas o valor varia conforme o tempo de trabalho e o salário da época. O prazo para pedir o ressarcimento vai até setembro de 2028. Após essa data, quem não solicitar o saque perderá o direito aos valores, que serão incorporados ao Tesouro Nacional.
Quem pode consultar valores esquecidos no antigo PIS/Pasep?
A checagem é indicada para quem trabalhou com carteira assinada ou foi servidor público entre 1971 e 1988. Esses recursos se referem ao antigo fundo PIS/Pasep, diferente do abono salarial atual.
O Ministério da Fazenda lançou a plataforma Repis Cidadão para facilitar a consulta e orientar o saque. Também é possível verificar a existência de valores pelo aplicativo do FGTS, fundo ligado às contas de trabalhadores do setor privado. Em ambos os casos, o cidadão precisa seguir as etapas informadas pelos sistemas para verificar se há saldo disponível.
Como consultar se há dinheiro a receber?
Para acessar o sistema, é necessário ter conta gov.br com nível prata ou ouro. No site repiscidadao.fazenda.gov.br, o beneficiário deve entrar com CPF e senha, autorizar o acesso e informar o NIS, o Número de Identificação Social.
O NIS pode ser encontrado em documentos e sistemas oficiais, como carteira de trabalho, extrato do FGTS, site Meu INSS e CadÚnico. Depois disso, basta clicar em pesquisar para saber se há valores a receber e verificar as orientações exibidas pela plataforma.
- Acessar o site Repis Cidadão
- Entrar com a conta gov.br
- Informar CPF, senha e autorizar o acesso
- Preencher o NIS do beneficiário
- Clicar em pesquisar para verificar se existe saldo
Como pedir o ressarcimento do valor?
O pedido pode ser feito em uma agência da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo do FGTS. No aplicativo, o trabalhador deve fazer login, acessar a opção “mais”, selecionar “ressarcimento PIS/Pasep” e anexar os documentos exigidos.
Quando o pedido é apresentado pelo próprio beneficiário, basta um documento oficial de identidade. No caso de herdeiros, a plataforma informa que será necessária documentação específica para comprovar a condição de dependente ou sucessor.
- Certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte
- Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício
- Autorização judicial ou escritura pública assinada pelos dependentes e sucessores, quando cabível
Quando o pagamento é feito?
Após a solicitação, a Caixa analisa o pedido e envia as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será feito diretamente em conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, conforme o calendário divulgado.
De acordo com o cronograma citado pela reportagem, quem pediu até 28 de fevereiro está no grupo com pagamento inicial previsto a partir de quarta-feira, 25 de março de 2026. Quem solicitar até segunda-feira, 31 de março, deve receber em 27 de abril. O texto informa ainda que há outras datas de pagamento ao longo do ano.
O que é o antigo fundo PIS/Pasep?
O Programa de Integração Social, o PIS, foi criado em 1970 para formar poupança individual dos trabalhadores do setor privado. Em seguida, foi criado o Pasep, voltado a servidores públicos civis e militares.
Em 1975, os recursos dos dois programas foram reunidos no Fundo PIS-Pasep. Esse fundo deixou de funcionar em 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual. Em 2020, as cotas que não haviam sido sacadas foram transferidas para o FGTS e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional. Desde então, trabalhadores com valores esquecidos podem pedir o ressarcimento desses recursos.



