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PGR apresenta provas para condenação de acusados pela morte de Marielle Franco

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter reunido provas suficientes para a condenação dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. A execução ocorreu em março de 2018, e a assessora Fernanda Chaves, que estava com as vítimas, sobreviveu ao ataque. De acordo com informações do G1 Política, as provas também se referem à tentativa de homicídio da assessora.

Quem são os acusados?

A Primeira Turma do STF começa a julgar na terça-feira (24) se condena ou absolve os acusados: Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ; João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado; Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ; Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar; e Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão. Para a PGR, os irmãos Brazão foram os mandantes do assassinato, enquanto Rivaldo Barbosa é acusado de ajudar a planejar o crime.

Quais são as provas apresentadas?

A investigação da PGR aponta que a execução de Marielle foi motivada pela atuação política da vereadora, que atrapalhava interesses dos irmãos Brazão, como a regularização de áreas comandadas por milícias na Zona Oeste do Rio. Entre as provas, a Procuradoria usou depoimentos, dados de celulares, dados de geolocalização, documentos da polícia do Rio e da CPI das Milícias, além de quebras de sigilo bancário. A investigação afirma que o planejamento do atentado começou no segundo semestre de 2017.

Qual foi o papel de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz?

Em 2019, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram presos pela execução do crime. Lessa é apontado como o autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson, enquanto Élcio de Queiroz dirigiu o Cobalt na noite do crime. A PGR destacou que dois dias antes do crime, Lessa utilizou um cadastro na plataforma CCFácil para buscar dados cadastrais de Marielle, visando confirmar seus endereços residenciais.

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Quais são as alegações das defesas?

Ao longo do processo, as defesas negaram a participação dos acusados no crime, sustentaram falhas processuais e apontaram que não há provas do envolvimento nas mortes. Os réus negaram, em interrogatório no Supremo, qualquer ligação com os assassinatos. O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, afirmou que os irmãos Brazão decidiram matar Marielle Franco “com objetivo de eliminar o obstáculo” que ela representava aos seus interesses.

Fonte original: G1 Política



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