A Polícia Federal deflagrou uma ampla operação nesta terça-feira, 31 de março de 2026, para desarticular uma organização criminosa sediada no estado da Bahia. A ação, que mobilizou agentes para o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão, ocorreu simultaneamente em seis estados brasileiros: Bahia, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O foco central é desmantelar um esquema especializado em tráfico de entorpecentes, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais.
De acordo com informações da Radioagência Nacional, as investigações foram iniciadas há mais de dois anos em cidades do interior baiano. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) colaborou ativamente na identificação da logística utilizada pelo grupo, que demonstrava alto grau de organização e divisão de tarefas em diferentes unidades da federação.
Como funcionava o esquema de tráfico entre Bahia e Rio de Janeiro?
As apurações revelaram um sistema de intercâmbio criminoso complexo e bem estruturado. A organização sediada em solo baiano enviava regularmente vultosas quantias em dinheiro e grandes carregamentos de maconha para o Rio de Janeiro. Em contrapartida, os grupos criminosos fluminenses forneciam armamentos de diversos calibres e outros tipos de drogas ilícitas, que eram posteriormente redistribuídas em território nordestino. Esse fluxo constante de mercadorias e valores permitia a expansão do poder bélico e financeiro da quadrilha na região.
Onde era produzida a droga comercializada pela organização?
A Polícia Federal localizou três grandes fazendas situadas na zona rural de João Dourado, no centro-norte da Bahia, dedicadas exclusivamente ao cultivo estruturado de maconha. Essas propriedades rurais possuíam infraestrutura diferenciada, contando com tecnologia de ponta e sistemas de irrigação permanente para otimizar a produção. Tal investimento técnico permitia que os criminosos realizassem até três colheitas anuais, garantindo o abastecimento contínuo do mercado ilegal e aumentando a rentabilidade da atividade ilícita.
Quais foram os resultados imediatos da operação da Polícia Federal?
Durante a deflagração da ofensiva policial, os agentes realizaram apreensões significativas e a inutilização de insumos fundamentais utilizados pelo grupo. Entre os principais resultados da operação, destacam-se:
- Incineração de mais de 15 toneladas de maconha prontas para o consumo;
- Destruição completa do maquinário agrícola utilizado no processo de produção;
- Apreensão de diversos veículos de luxo e utilitários usados no transporte interestadual;
- Bloqueio de ativos financeiros vinculados aos acusados de integrar o esquema.
A Secretaria de Segurança da Bahia informou que a organização criminosa utilizava contas bancárias de diversas pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem ilícita do dinheiro. O uso de empresas de fachada era uma tática para dificultar o rastreamento pelas autoridades financeiras. As investigações seguem em curso para identificar outros possíveis beneficiários e aprofundar a responsabilização jurídica de cada suspeito envolvido na estrutura criminosa desarticulada nesta fase da operação.
